O grupo terrorista Hamas elogiou nesta quinta-feira (2) o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pela decisão de expulsar os diplomatas remanescentes de Israel no país e suspender o tratado de livre comércio (TLC) entre as duas nações. As medidas foram anunciadas na quarta-feira (1º), após a Marinha israelense interceptar uma flotilha com ativistas que levavam ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.
Em comunicado, o Hamas afirmou: “valorizamos a decisão do presidente colombiano de expulsar os membros restantes da missão diplomática sionista em seu país e cancelar o acordo de livre comércio com a ocupação, em resposta ao crime de interceptar a frota de resistência marítima que se dirigia à Faixa de Gaza para romper o bloqueio injusto imposto pelo exército de ocupação fascista".
Petro justificou a decisão ao afirmar, em publicação no X (antigo Twitter), que havia cidadãos colombianos a bordo da flotilha abordada: “O tratado de livre comércio com Israel está denunciado imediatamente. Toda a delegação diplomática israelense na Colômbia deve sair [do país].”
A Colômbia já havia rompido relações diplomáticas com Israel em maio de 2024, em protesto contra a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza. Ainda assim, funcionários de caráter consular e de cooperação permaneciam na embaixada israelense em Bogotá — são eles que devem ser retirados agora.
O TLC entre Colômbia e Israel foi assinado em setembro de 2013 e entrou em vigor em agosto de 2020. O acordo prevê uma cláusula de denúncia, segundo a qual sua suspensão só passa a valer seis meses após a notificação oficial da outra parte.
Francielle Barroso
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