O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou, nesta quarta-feira (12), uma carta ao presidente de Israel, Isaac Herzog, pedindo que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu receba indulto presidencial.
No documento, Trump afirma que ele e Netanyahu “acabaram de garantir a paz que tem sido buscada há pelo menos 3 mil anos”, em referência ao cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas, intermediado pelos Estados Unidos. O acordo completou um mês na última segunda-feira (10), apesar de trocas de acusações e violações pontuais da trégua.
“Agora que alcançamos esses sucessos sem precedentes e estamos mantendo o Hamas sob controle, é hora de deixar Bibi unir Israel, concedendo-lhe o indulto e encerrando essa guerra jurídica de uma vez por todas”, escreveu Trump.
O republicano afirmou respeitar a independência do sistema de Justiça israelense, mas classificou o processo por corrupção contra Netanyahu como “político e injustificado”.
O primeiro-ministro é réu em um julgamento por corrupção desde 2020, acusado em três casos distintos de fraude fiscal, suborno e quebra de confiança. Em junho deste ano, Trump já havia criticado o processo, chamando-o de “caça às bruxas”.
A legislação israelense prevê, contudo, que para receber um indulto o réu deve admitir culpa e demonstrar arrependimento — o que Netanyahu segue se recusando a fazer, mantendo sua alegação de inocência.
Com colaboração da repórter Lilian Aragão
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