O veterano de guerra dos Estados Unidos, Bryan Stern, que liderou a operação para resgatar a líder María Corina Machado da Venezuela, afirmou nessa sexta-feira (12) que gostaria de participar de uma ação para extrair o ditador Nicolás Maduro do país. Entretanto, na avaliação dele, seria difícil tirar o líder do regime chavista vivo.
A declaração do fundador da fundação Bull Rescue, descrita no site como especializada no “resgate de americanos e aliados de zonas de conflito e desastre”, foi proferida em uma entrevista coletiva. “Eu adoraria, e penso nisso todos os dias, mas tirá-lo com vida é difícil. Matá-lo provavelmente seria bastante simples, mas tirá-lo com vida e levá-lo à Justiça, acho que seria muito difícil”, declarou Bryan Stern.
Ele ainda argumentou que a Bull Rescue não é formada por “mercenários ou assassino”, mas pessoas que trabalham para salvar vidas. Por isso, o veterano reafirmou que, caso seja chamado pelo governo americano para participar de uma operação na Venezuela, a depender do pedido, diria uma resposta.
No resgate de María Corina da Venezuela, a operação envolveu uma retirada por mar, com a líder da oposição à ditadura de Maduro disfarçada, com transporte terrestre, marítimo e aéreo, para viabilizar a ida dela para a Noruega, onde irá receber o Nobel da Paz. Stern disse que a ação de retirada foi paga por “doadores generosos”, e durou cerca de 16 horas.
Carolina Matta
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