A intensificação da pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela nos últimos meses teria como principal motivação o acesso às vastas reservas de petróleo do país, e não o combate ao narcotráfico ou a derrubada do governo de Nicolás Maduro. A avaliação é do jornal The New York Times.
Para sustentar essa análise, o periódico cita um discurso da líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 por sua atuação contra o regime no país. Em uma conferência empresarial realizada em Miami no mês passado, que reuniu executivos e autoridades norte-americanas — entre elas o presidente Donald Trump —, Machado destacou o potencial econômico da Venezuela.
Na ocasião, ela afirmou que o país representa uma “oportunidade de 1,7 trilhão de dólares”, ressaltando especialmente as enormes reservas de petróleo e gás natural. Segundo a opositora, haveria disposição para abrir completamente o setor energético, incluindo exploração, transporte e refino, à atuação de empresas estrangeiras. Ela também citou a abundância de recursos minerais e a estrutura energética existente.
De acordo com o New York Times, nos bastidores, integrantes do governo norte-americano têm demonstrado grande interesse nas reservas venezuelanas — consideradas as maiores do mundo. O jornal aponta que esse foco se traduz em negociações discretas com o governo de Nicolás Maduro, além de conversas entre assessores da Casa Branca e María Corina Machado, bem como seus aliados dentro da Venezuela.
Rodrigo Mendes
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