O Governo dos Estados Unidos avalia revogar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e contra sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Segundo fontes da administração norte-americana, o pedido de cancelamento das sanções já chegou à Casa Branca e está em fase de análise. A retirada das penalidades, porém, dependeria de um acordo político entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Donald Trump.
De acordo com interlocutores, a negociação envolve múltiplas contrapartidas: concessão de terras raras brasileiras para exploração por empresas americanas; fim de medidas consideradas censura contra plataformas digitais; revogação de impostos aplicados às big techs; colaboração ampliada do Brasil no combate ao crime organizado; e interrupção de qualquer cooperação com a China no setor de satélites, ponto que poderia favorecer a Starlink, empresa de Elon Musk.
A interlocução entre os dois governos teria sido conduzida pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS, que fizeram diversas viagens aos Estados Unidos nos últimos meses. Nesses encontros, reuniram-se com Trump e, posteriormente, atuaram na mediação da conversa mais recente entre Trump e Lula, realizada na Malásia.
A JBS é atualmente a maior produtora de carne bovina nos Estados Unidos, detendo mais de 80% do mercado e aproximadamente US$ 80 bilhões em ativos no país. A companhia também foi a maior doadora da cerimônia de posse do segundo mandato de Trump, com uma contribuição superior a US$ 5 milhões.
Carolina Matta
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