Um tribunal militar da Rússia condenou nesta sexta-feira (20) a ativista Nadezhda Rossiyskaya, de 29 anos, a 22 anos de prisão por alta traição. Fundadora de um movimento de ajuda humanitária a refugiados ucranianos em áreas ocupadas por tropas russas, ela também foi considerada culpada por colaboração com organização terrorista e incitação pública contra a integridade territorial do país.
Segundo a agência estatal Tass, a sentença foi proferida na região de Belgorod, próximo à fronteira com a Ucrânia. O julgamento ocorreu a portas fechadas, como é praxe em casos de segurança nacional na Rússia.
Além da pena de prisão, Rossiyskaya terá de pagar uma multa de 320 mil rublos, equivalente a cerca de R$ 22 mil. A Promotoria havia pedido 27 anos de reclusão.
O caso ganhou repercussão devido ao perfil da ré. Modelo e fotógrafa, Rossiyskaya também é conhecida nas redes sociais pelo pseudônimo Nadine Geisler. Segundo a acusação, ela publicou em agosto de 2023 um pedido de doações para o Batalhão Azov, uma unidade militar ucraniana que Moscou classifica como organização terrorista.
De acordo com o Serviço Federal de Segurança (FSB), responsável pela investigação, Rossiyskaya deixou a Rússia em maio de 2023 e voltou ao país em fevereiro deste ano, quando foi detida e levada à prisão preventiva.
Grupos de direitos humanos apontam o caso como mais um exemplo da repressão russa contra opositores e ativistas desde o início da guerra na Ucrânia.
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