Após o bombardeio dos Estados Unidos, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que a intervenção americana se deve à "impotência" de Israel após a ofensiva que se iniciou na semana passada.
O presidente afirmou que os EUA interviram no conflito após ver a "evidente impotência" de Israel. Pezeshkian ainda disse que o país norte-americano sempre esteve envolvido nos ataques israelenses, embora tenham tentado esconder.
Nesse sábado (21), os Estados Unidos bombardearam as três principais instalações do programa nuclear iraniano, entrando de maneira abrupta na guerra de Israel contra o Irã. O presidente Donald Trump ameaçou então, o regime iraniano com mais ataques se "a paz não chegasse rapidamente".
Trump pediu ao Irã duas horas depois, que optasse pela paz e não respondesse militarmente. "O Irã, o tirano do Oriente Médio, deve agora fazer a paz. Se não o fizer, os futuros ataques serão muito maiores e mais fáceis".
Por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, o Irã respondeu aos EUA afirmando que lançaram uma "perigosa guerra" contra o Irã. Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores iraniano, afirmou que o país reserva "todas as opções" para se defender após o ataque americano às suas instalações nucleares, que "terá consequências duradouras".
A Guarda Revolucionária afirmou então que já está realizando uma retaliação contra Israel, pelos ataques que envolveram lançamentos diários de mísseis de ambos os lados, "continuará de forma precisa, determinada e feroz".
Em "legítima defesa" usará "respostas que estão além da compreensão e dos cálculos ilusórios da frente agressora" contra os EUA e ainda advertiu sobre "duras repercussões".
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, advertiu o Irã neste domingo (22), de que embora o país não esteja buscando a guerra após o bombardeio de instalações iranianas na noite passada, agirão com "rapidez e decisão" se seus interesses forem ameaçados em caso de retaliação de Teerã.
Alice Gabrielly
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