Dois trabalhadores morreram e outros nove ficaram feridos no colapso de uma das galerias da mina El Teniente, no Chile, após um terremoto de magnitude 5 atingir a região de Machalí registrado nessa quinta-feira (31). Pelo menos cinco trabalhadores ficaram soterrados na maior mina subterrânea de cobre do mundo.
O resgate das vítimas segue em passos lentos. Dois dias depois do terremoto, neste sábado (02), a estatal Codelco, responsável pela mina, informou que a equipe de resgate conseguiu abrir apenas quatro dos 20 metros para alcançar os trabalhadores desaparecidos. Eles estão incomunicáveis desde o abalo sísmico na região.
Máximo Pacheco, presidente da empresa, afirmou que, apesar das dificuldades, as equipes continuam empreendendo esforços para localizar as pessoas soterradas. O CEO da companhia, Ruben Alvarado, disse que os cinco trabalhadores ainda não responderam aos chamados.
No momento do ocorrido, o grupo desaparecido trabalhava na nova unidade Andesita da mina. O gerente-geral da divisão El Teniente, Andrés Music, afirmou que a Codelco sabe exatamente onde eles estão presos. “Não tivemos contato com eles desde que o acesso à área está bloqueado devido ao evento sísmico”, declarou.
A ministra da Mineração do governo chileno, Aurora Williams, informou que todas as operações subterrâneas na região foram suspensas. Enquanto isso, o sindicato da empreiteira Gardilcic, que atua em cooperação com a estatal, pediu uma investigação sobre o acidente e cobrou esclarecimentos quanto à responsabilidade da empresa em relação ao ocorrido, especialmente no que diz respeito à segurança dos trabalhadores.
Carolina Matta
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