Diversos veículos de comunicação ao redor do mundo repercutiram, nesta quinta-feira (11), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos Estados Unidos, o Washington Post destacou que a Suprema Corte brasileira concluiu que Bolsonaro “tentou permanecer no poder” após a derrota em 2022 em um “plano que incluía assassinatos”.
O New York Times afirmou que a suposta conspiração previa “dissolver o Supremo Tribunal Federal, dar poderes às Forças Armadas e assassinar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva”. O jornal registrou também a posição da defesa, que negou qualquer plano de golpe. O advogado Paulo Cunha Bueno disse ao veículo que Bolsonaro “nunca teve a intenção de realizar um golpe de Estado”.
A CNN ressaltou que a acusação mencionava possíveis ataques com “explosivos, armas de guerra ou veneno” contra Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio Moraes. A emissora lembrou, no entanto, que Bolsonaro e os demais réus negam as acusações e alegam perseguição política.
No Reino Unido, a BBC resumiu o caso dizendo que Bolsonaro foi “considerado culpado de liderar uma conspiração para permanecer no poder após perder a eleição de 2022”. A emissora britânica destacou ainda que quatro ministros votaram pela condenação e apenas Luiz Fux se manifestou pela absolvição.
Na Europa, o jornal espanhol El Mundo reproduziu palavras da ministra Cármen Lúcia: “A Procuradoria demonstrou de forma contundente que o grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro desenvolveu e implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas.”
Na América do Sul, o argentino Clarín contextualizou que Bolsonaro agora integra a lista de ex-presidentes condenados no Brasil, junto a Lula e Fernando Collor. O jornal destacou que o ex-chefe do Executivo “terá que cumprir uma pena de 27 anos e três meses por ter conspirado contra a ordem democrática após sua derrota nas eleições de 2022 para o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva”.
A francesa France 24 focou nas reações políticas à condenação. A emissora citou a fala do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente: “Hoje é o dia em que a supremacia derrotou a democracia! Os que são perseguidos injustamente passam à história, os perseguidores passam à escória. Não renunciaremos ao nosso Brasil.”
Francielle Barroso
Ver todos os comentários | 0 |