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Internacional

UE avalia retirar vantagens comerciais e punir ministros de Israel com sanções

A proposta vinha sendo defendida por alguns Estados-membros, com destaque para a Espanha.

A Comissão Europeia propôs nesta quarta-feira (17) a suspensão das preferências comerciais concedidas a Israel, além da aplicação de sanções contra dois ministros do governo, Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir, em resposta ao agravamento da guerra na Faixa de Gaza.

A medida ocorre após a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, anunciar na semana passada, durante o debate anual sobre o estado da União Europeia (UE), que o bloco estudava suspender parte do acordo de associação com Israel, sancionar ministros e colonos israelenses, além de integrantes do Hamas, e reduzir o apoio bilateral ao país.

A proposta vinha sendo defendida por alguns Estados-membros, com destaque para a Espanha, mas até então não havia avançado nas discussões internas. A decisão é resultado de uma revisão do cumprimento do artigo 2º do acordo UE-Israel, na qual Bruxelas concluiu que Tel Aviv violou cláusulas fundamentais relacionadas a direitos humanos e princípios democráticos.

Segundo a Comissão Europeia, a “rápida deterioração da situação humanitária em Gaza”, marcada pelo bloqueio de ajuda, intensificação das operações militares e avanço nos planos de assentamentos na Cisjordânia, compromete ainda mais a solução de dois Estados. “Os eventos horríveis que ocorrem em Gaza diariamente devem cessar. É necessário um cessar-fogo imediato, o acesso sem restrições de toda a ajuda humanitária e a libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas”, afirmou Von der Leyen em comunicado.

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