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Internacional

Após ameaçar com intervenção, Donald Trump diz que regime do Irã telefonou para negociar

Segundo Trump, os Estados Unidos avalia que o regime iraniano estaria se aproximando de um limite.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesse domingo (11) que líderes do Irã entraram em contato com ele para tentar abrir um canal de negociação, após declarações feitas por Washington sobre possíveis ações militares em resposta à repressão aos protestos que ocorrem no país. A declaração foi dada a jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One, onde Trump disse que uma reunião estaria sendo preparada, mas não descartou a adoção de medidas antes mesmo de qualquer encontro formal, afirmando que o governo norte-americano acompanha a situação de hora em hora.

Segundo Trump, o governo dos Estados Unidos avalia que o regime iraniano estaria se aproximando de um limite considerado inaceitável, diante das mortes registradas durante as manifestações. Ele atribuiu as vítimas ao uso da força por autoridades do país e relatou que parte dos manifestantes morreu por pisoteamento em meio a grandes aglomerações, enquanto outros teriam sido baleados. O presidente declarou que as Forças Armadas dos EUA analisam o cenário e que diferentes possibilidades estão em discussão, sem detalhar quais medidas estão sendo consideradas.

Foto: Reprodução/Casa BrancaDonald Trump
Donald Trump

Durante a conversa com a imprensa, Trump afirmou acreditar que o Irã leva suas ameaças a sério, citando ações anteriores dos Estados Unidos na região. Ele mencionou a morte do general iraniano Qassem Soleimani, da Guarda Revolucionária, a eliminação do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, e o que classificou como redução da ameaça nuclear iraniana. O presidente também fez referência a acontecimentos recentes na Venezuela, ao questionar se, diante desses episódios, o Irã não consideraria seriamente as advertências feitas por Washington.

Trump também comentou as declarações do presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, que havia ameaçado possíveis ataques contra bases americanas. O presidente dos EUA minimizou essa possibilidade e afirmou que, caso tais ataques ocorram, a resposta seria em níveis nunca antes vistos. As declarações foram feitas no mesmo dia em que Trump reiterou que seu governo observa atentamente os desdobramentos internos no Irã.

De acordo com a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, ao menos 538 pessoas morreram no Irã desde o início das manifestações, que começaram em 28 de dezembro, motivadas pela crise econômica e se espalharam por diversas regiões do país. Em meio à escalada de tensão, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, publicou nas redes sociais uma charge zombando de Trump, retratando-o como um sarcófago de pedra e afirmando que líderes considerados arrogantes ao longo da história acabaram sendo derrubados no auge do poder.

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