Erfan Soltani, de 26 anos, deve ser executado pelo governo do Irã na próxima quarta-feira (14). Ele foi preso na quinta-feira (8), após participar de protestos contra as condições no país. O caso foi divulgado nesta segunda-feira (12) pela Iran Human Rights, organização não governamental (ONG) dedicada à defesa dos direitos humanos.
A ditadura iraniana classifica Soltani como “mohareb”, termo do jargão jurídico local que significa “inimigo de Deus”. Segundo o procurador-geral do país, Mohammad Movahedi-Azad, a classificação se aplica a todos os manifestantes envolvidos na recente onda de protestos. Pela legislação iraniana, a acusação pode resultar em pena de morte. As autoridades, segundo ele, receberam orientação para acelerar os processos judiciais.
“Todos os criminosos envolvidos nos recentes distúrbios são mohareb”, afirmou Movahedi-Azad. “Os processos devem ser conduzidos sem complacência, sem aplicação de clemência ou tolerância. As promotorias devem, com rigor e sem perda de tempo, apresentar as denúncias.”
Manifestações no Irã
A atual onda de protestos teve início nos últimos dias de 2025. Inicialmente, as manifestações eram motivadas pelo aumento do custo de vida, mas, à medida que o movimento ganhou força, passaram a exigir a queda do regime, que respondeu com repressão.
Carolina Matta
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