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Internacional

Juíza decide que acusado de matar CEO de seguradora de saúde não poderá ser condenado à morte

A magistrada retirou as acusações de assédio interestadual e homicídio com arma de fogo contra Mangione.

A juíza federal Margaret Garnett rejeitou as acusações que poderiam levar Luigi Mangione, acusado de matar o CEO da UnitedHealthcare Brian Thompson, à sentença de morte. A magistrada retirou as acusações de assédio interestadual e homicídio com arma de fogo, acusações que no âmbito do processo federal ensejariam uma condenação à pena de morte.

Luigi Mangione também responde a processo na Justiça estadual de Nova York, onde não há pena capital. Segundo a juíza Margaret Garnett, a decisão para suprimir a pena de morte é oriunda da necessidade de que as acusações atendam à definição legal federal de “crime violento” como questão de direito.

Foto: Reprodução/FacebookLuigi Mangione
Luigi Mangione

Nesse caso, a magistrada argumenta que esse quesito foi atendido apenas em relação às acusações de perseguição interestadual e uso de comunicações eletrônicas para perseguir. Ou seja, que esses dois elementos, juntos, produziram o resultado morte.

Caso seja condenado por esses crimes, Mangione pode ser sentenciado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. A promotoria tem até 28 de fevereiro para recorrer da decisão proferida pela juíza federal.

Relembre o caso

Mangione é apontado como o autor do homicídio do CEO da seguradora de saúde UnitedHealthcare, Brian Thompson O crime ocorreu em dezembro de 2024, e dois dias depois, o acusado foi preso na Pensilvânia, enquanto portava uma espécie de manifesto contra seguradoras de saúde.

Após o crime, Luigi Mangione passou a ser considerado um ídolo por radicais de esquerda, que passaram a apoiá-lo e chegaram a comparecer em audiência no Tribunal Federal dos EUA realizada nesta sexta-feira (30) em Manhattan.

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