O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, denunciou uma série de ataques contra profissionais de saúde e instalações médicas no Irã. Em publicação na rede social X nesta quinta-feira (29), ele afirmou que a situação, registrada em meio a forte repressão contra as manifestações no país, tem impedido a prestação de atendimento a pessoas feridas.
A OMS conseguiu confirmar um ataque registrado no início de janeiro no Hospital Khomeini, na cidade de Ilam, oeste do Irã. “Foram registrados atos de violência dentro e ao redor da unidade após a transferência de pessoas feridas para o hospital”, declarou o diretor.
I am deeply concerned by multiple reports of health personnel and medical facilities in Iran being impacted by the recent insecurity, and prevented from delivering their essential services to people requiring care.
— Tedros Adhanom Ghebreyesus (@DrTedros) January 29, 2026
In recent days, there have been reports of health workers…
Tedros também disse que o fornecimento de insumos e serviços médicos foram interrompidos. Ele relatou outro caso parecido no Hospital Sina, em Teerã, onde houve uso de gás lacrimogêneo.
Nas redes sociais, o chefe da agência da ONU disse estar preocupado diante dos relatos de agressões a trabalhadores da saúde, além da prisão de pelo menos cinco médicos pelo regime islâmico. Os profissionais atendiam pacientes feridos quando foram detidos. “Peço a libertação de qualquer profissional de saúde detido. O pessoal de saúde nunca deveria sofrer intimidações”, declarou.
Diversas outras instalações médicas no Irã também foram danificadas, conforme apuração da OMS. Nas últimas semanas, pelo menos dez postos de emergência foram afetados, deixando 50 paramédicos feridos e cerca de 200 ambulâncias danificadas.
Carolina Matta
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