Fechar
GP1

Internacional

Rússia bloqueia WhatsApp por descumprimento da legislação local

Kremlin indica uso do mensageiro nacional MAX e medidas impactam acesso a serviços internacionais.

O Governo da Rússia anunciou nesta quinta-feira (12) o bloqueio completo do WhatsApp, alegando descumprimento da legislação local. Autoridades sugeriram que os cidadãos passem a usar o mensageiro nacional MAX, apoiado pelo Estado, como alternativa. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a decisão foi implementada após a Meta se recusar a seguir as normas russas.

Críticos apontam que o MAX funciona como uma ferramenta de vigilância, o que o governo nega. A medida encerra seis meses de pressão sobre a empresa norte-americana e integra uma estratégia mais ampla das autoridades russas, em contexto de guerra, para controlar a infraestrutura de comunicações e garantir conformidade com as leis locais.

Foto: GP1Whatsapp
Whatsapp

Antes do bloqueio total, a Rússia havia classificado a Meta como organização extremista. A empresa afirmou que a tentativa de impedir o acesso ao WhatsApp busca forçar o uso de um aplicativo de vigilância estatal, afetando mais de 100 milhões de usuários que dependem de comunicação privada e segura no país.

O bloqueio resultou na remoção de alguns nomes de domínio do WhatsApp do registro nacional russo, e os dispositivos passaram a não receber os endereços IP do aplicativo, tornando o acesso dependente de VPN. Autoridades também impuseram restrições ou bloqueios a outros serviços internacionais, como Snapchat, Facebook, Instagram e YouTube.

Segundo Peskov, o MAX é apresentado como uma alternativa nacional acessível, em desenvolvimento, e disponível para a população. O mensageiro estatal permite que os cidadãos continuem se comunicando de forma instantânea, enquanto as autoridades mantêm controle sobre o cumprimento da legislação russa.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.