O Vaticano confirmou nesta terça-feira (17) que não participará do chamado Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, iniciativa proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, após encontro realizado na Embaixada da Itália junto ao Vaticano.
Segundo Parolin, o convite foi recusado devido à “natureza particular” da iniciativa, que, de acordo com ele, difere do papel tradicional desempenhado pela Santa Sé em fóruns internacionais. Em janeiro, o Vaticano havia confirmado que o papa Leão XIV recebeu oficialmente o convite do governo norte-americano e que a participação ainda estava sob análise. O cardeal afirmou que existem pontos considerados sensíveis e questões que ainda precisam de esclarecimentos antes de qualquer envolvimento.
O Conselho de Paz foi criado por Trump com a proposta de mediar conflitos internacionais e supervisionar a aplicação de um plano composto por 20 medidas, cujo objetivo declarado é encerrar a guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas. A primeira reunião está marcada para quinta-feira, em Washington, reunindo cerca de 35 chefes de Estado e de governo, incluindo representantes de países do Oriente Médio e da Ásia Ocidental.
Entre os participantes confirmados estão nações como Armênia, Azerbaijão, Jordânia, Catar, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos, além de países da Ásia Central e do Sudeste Asiático. Na América Latina, Argentina, El Salvador e Paraguai também integram a lista. Na Europa, Albânia, Belarus, Bulgária, Hungria e Kosovo aceitaram o convite, enquanto França, Espanha e Suécia optaram por não participar. A Itália confirmou presença apenas como observadora, posição defendida pelo chanceler Antonio Tajani, que avaliou não haver alternativas viáveis à proposta americana, apesar de ainda não ter sido anunciado quem liderará a delegação italiana.
Rodrigo Mendes
Ver todos os comentários | 0 |