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Julgamento do caso Odebrecht avança no Panamá e promotoria pede prisão de 16 pessoas

Caso sejam considerados culpados, os réus poderão receber penas mínimas de cinco anos de prisão.

O julgamento relacionado ao caso Odebrecht no Panamá, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado a pagamentos realizados pela construtora brasileira no país, avançou nesta quarta-feira (25). Ao final da fase de alegações da acusação, a Promotoria Especial Anticorrupção pediu a condenação de 16 acusados e a absolvição de outros cinco. A solicitação foi apresentada durante audiência no Primeiro Juizado Liquidador de Causas Penais, conduzida pela juíza Baloísa Marquínez.

Segundo os promotores, caso sejam considerados culpados, os réus poderão receber penas mínimas de cinco anos de prisão. Entre os nomes para os quais foi requerida condenação está o ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli, que governou o país entre 2009 e 2014, além de ex-integrantes de sua administração, como Demetrio “Jimmy” Papadimitriu, Frank De Lima, Federico José “Pepe” Suárez, Carlos Duboy e José Domingo Arias, todos ex-ministros.

Foto: Rovena Rosa/Agência BrasilOdebrecht
Odebrecht

A acusação também incluiu na lista de possíveis condenados o ex-deputado Jorge Alberto Rosas e seu primo Juan Carlos Rosas, o ex-cônsul do Panamá na Coreia do Sul Jaime Lasso, o banqueiro Juan Antonio Niño Pulgar e Rodrigo Díaz Paredes, ex-executivo da empresa Mundial de Valores. Também foram citados os peruanos María Isabel Carmona e Gonzalo Monteverde, o uruguaio Juan Francisco Mutio Cerdeira e os andorranos Cristina Lozano Bonet e Francesc Xavier Pérez Giménez.

Por outro lado, a Promotoria solicitou a absolvição de Aurora Muradas, Navin Bhatka, Michelle Lasso, Rosa Mary Molino e Jaumes Pamies, ao entender que não há provas suficientes para demonstrar que eles tinham conhecimento da origem ilícita dos recursos recebidos da Odebrecht.

O processo analisa operações financeiras que, segundo a acusação, teriam sido utilizadas para ocultar a procedência de valores pagos pela construtora no Panamá. Os investigadores sustentam que recursos provenientes do chamado Caixa 2 da empresa foram usados para financiar campanhas políticas, especialmente a eleição presidencial de 2014, por meio de transferências internacionais estruturadas para disfarçar a origem do dinheiro.

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