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EUA cobram do Brasil plano contra facções e propõem “exportação” de criminosos estrangeiros

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo jornal Folha de S.Paulo.

A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encaminhou ao governo brasileiro uma série de propostas voltadas ao enfrentamento do crime organizado transnacional. Entre as sugestões está a elaboração de um plano para eliminar a atuação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Outra medida discutida seria a possibilidade de o Brasil receber criminosos estrangeiros em suas unidades prisionais, em um modelo semelhante ao acordo firmado anteriormente com El Salvador.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo jornal Folha de S.Paulo e fazem parte das conversas em andamento entre os dois países. As propostas podem entrar na pauta de um eventual encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto: Reprodução/XTrump e Lula
Trump e Lula

De acordo com um integrante de alto escalão do governo norte-americano ouvido pela publicação, os Estados Unidos têm cobrado do Brasil um plano mais concreto para enfrentar a presença e as atividades de grupos criminosos no país. Além do PCC e do CV, também são citados o Hezbollah, do Líbano, e organizações criminosas de origem chinesa.

Outro ponto levantado nas tratativas envolve o compartilhamento de informações pessoais de estrangeiros que buscam refúgio no Brasil, incluindo dados biométricos, com autoridades norte-americanas.

As discussões ocorrem em meio à análise do governo dos EUA sobre a possibilidade de classificar as facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, sob o argumento de que representam uma ameaça à segurança regional. O tema foi abordado em conversa telefônica realizada no último dia 8 entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Na ocasião, o governo brasileiro demonstrou preocupação com a eventual classificação das facções. O Itamaraty e autoridades norte-americanas foram procurados para comentar as propostas, mas não haviam se manifestado até o momento da publicação.

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