O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, nesta quarta-feira (18), uma nova flexibilização nas sanções ao setor petrolífero da Venezuela, autorizando empresas americanas a realizar negócios com a estatal Petróleos de Venezuela S.A.
A medida ocorre em meio ao conflito envolvendo o Irã e integra a estratégia do governo do presidente Donald Trump para ampliar a oferta global de energia e tentar conter a alta nos preços do petróleo.
De acordo com comunicado oficial, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) emitiu uma licença que permite a companhias dos EUA comprar, transportar, refinar e comercializar petróleo venezuelano, além de atuar em operações ligadas à produção e logística do setor .
O governo americano avalia que a decisão pode estimular investimentos na indústria energética da Venezuela e aumentar a disponibilidade de petróleo no mercado internacional, com possíveis reflexos positivos tanto para os Estados Unidos quanto para o país sul-americano.
A flexibilização ocorre em um cenário de tensão no Oriente Médio, já que o conflito ameaça rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz — responsável por uma parcela significativa do petróleo global —, pressionando os preços da commodity em diversos países.
Apesar da abertura, a licença mantém restrições importantes. As operações seguem sob supervisão financeira dos Estados Unidos e não podem envolver empresas ou entidades ligadas a países como Rússia, Irã, Coreia do Norte, Cuba e China
Rodrigo Mendes
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