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Rússia suspende exportação de fertilizante e pode impactar abastecimento no Brasil

Além do Brasil, países como Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique também serão afetados.

O Ministério da Agricultura da Rússia anunciou nesta terça-feira (24) a suspensão temporária das licenças para exportação de nitrato de amônio, fertilizante amplamente utilizado no Brasil. A medida, que terá duração inicial de um mês, ocorre em meio a tensões internacionais e busca garantir o abastecimento interno durante o período de plantio da primavera no país europeu.

De acordo com o governo russo, a decisão visa priorizar o mercado doméstico diante do aumento da demanda global por fertilizantes nitrogenados. Em comunicado oficial, o ministério informou que a suspensão permitirá assegurar estoques suficientes para os agricultores locais. Além disso, todas as licenças de exportação já concedidas foram canceladas, e novos pedidos ficarão suspensos até o dia 21 de abril, com exceção de contratos firmados diretamente com governos específicos.

Foto: Ricardo Stuckert/PRLula e Vladimir Putin
Lula e Vladimir Putin

A medida deve impactar diretamente o Brasil, que depende da importação do insumo para manter sua produção agrícola. Com a Rússia respondendo por cerca de 40% do comércio global de nitrato de amônio, a expectativa é de aumento nos preços e possível dificuldade de abastecimento para a próxima safra.

Além do Brasil, países como Índia, Peru, Mongólia, Marrocos e Moçambique também estão entre os principais destinos das exportações russas do fertilizante.

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