Durante participação em um fórum de investimentos em Miami, nesta sexta-feira (27), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a adotar um tom duro na política externa e citou Cuba como possível próximo alvo após as recentes ações militares envolvendo o Irã.
Ao rebater críticas sobre uma eventual perda de apoio interno por conta da atuação no Oriente Médio, Trump afirmou que sua base política segue alinhada com suas decisões. Segundo ele, o movimento MAGA mantém respaldo à estratégia internacional adotada por seu governo. “Querem vencer”, disse, ao acrescentar que seus apoiadores também “querem o país protegido”.
O presidente destacou ainda que não há espaço, na visão de seus eleitores, para que países considerados adversários avancem em programas nucleares. Ele também mencionou o apoio a aliados estratégicos dos EUA, como Israel, Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Ao falar sobre o uso do poder militar, Trump afirmou que os Estados Unidos estão preparados para agir quando julgarem necessário. “Eu disse que vocês nunca teriam que usá-lo [o Exército], mas às vezes é preciso usar. E Cuba é a próxima, aliás”, declarou.
A fala ocorre em meio ao aumento da pressão norte-americana sobre o governo cubano, incluindo medidas recentes que restringem o envio de petróleo à ilha, que enfrenta uma crise energética. Também nesta sexta-feira, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o momento pode ser propício para mudanças políticas em Cuba, criticando a condução do regime local.
Rodrigo Mendes
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