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Itália não autoriza pouso de aeronaves militares dos EUA em base para guerra no Irã

A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Corriere della Sera e confirmada pela Reuters.

O Governo da Itália, liderado pela premiê Giorgia Meloni, negou autorização para que aeronaves militares dos Estados Unidos utilizassem a base aérea de Sigonella, na Sicília, como escala antes de seguirem para o Oriente Médio em meio à guerra contra o Irã.

A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Corriere della Sera e confirmada nesta terça-feira (31) por uma fonte da Reuters.

Foto: Reprodução/XPartido de Giorgia Meloni vence eleições europeias em Itália
Partido de Giorgia Meloni vence eleições europeias em Itália

Segundo os veículos, bombardeiros americanos fariam escala na base localizada no leste da Sicília antes de seguir para a zona de conflito. No entanto, a autorização não foi concedida porque os EUA não teriam feito a solicitação formal, além de não terem consultado a liderança militar italiana, como exigem os tratados que regulam o uso de instalações militares norte-americanas em território italiano.

Fontes ouvidas pelo Corriere della Sera afirmaram ainda que as verificações preliminares indicaram que os voos não tinham caráter logístico ou rotineiro, o que os exclui das permissões previstas nos acordos bilaterais entre os países.

Nem o Pentágono nem o Ministério da Defesa italiano se pronunciaram oficialmente sobre o caso até o momento. Também não há detalhes sobre quando os pousos ocorreriam ou quantas aeronaves estariam envolvidas na operação.

A decisão italiana ocorre em meio a um cenário de restrições por parte de aliados europeus. Na segunda-feira (30), a ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, afirmou que o governo de Pedro Sánchez já havia informado aos Estados Unidos, desde o início do conflito com o Irã, que não autorizaria o uso das bases de Rota e Morón nem do espaço aéreo espanhol em operações ligadas à guerra.

Segundo Robles, a posição do governo espanhol se baseia no entendimento de que o conflito contra o regime iraniano é “profundamente ilegal e profundamente injusto”.

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