O Governo dos Estados Unidos afirmou nesta quinta-feira (5), durante uma conferência realizada em Miami, que está preparado para lançar ações militares contra grupos criminosos que atuam na América Latina, inclusive de forma unilateral, caso considere necessário. A declaração foi feita pelo secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que também cobrou maior empenho dos países da região no combate a organizações classificadas como narcoterroristas.
De acordo com Hegseth, a prioridade de Washington é atuar em cooperação com os países latino-americanos, mas a possibilidade de ações independentes não está descartada.
“Os Estados Unidos estão preparados para abordar estas ameaças e ir sozinhos para a ofensiva, se necessário. No entanto, é nossa preferência e é a meta desta conferência que, no interesse da vizinhança, façamos tudo junto com vocês, com nossos vizinhos e aliados”, declarou.
O secretário falou na abertura da conferência “Américas contra os cartéis”, realizada na sede do Comando Sul dos Estados Unidos, na Flórida. Durante o evento, ele mencionou a chamada nova Doutrina Monroe — apelidada por integrantes do governo de “Donroe” — que vem sendo defendida pelo presidente Donald Trump. Segundo Hegseth, essa estratégia prevê a possibilidade de ataques militares contra organizações ligadas ao narcotráfico na região.
O secretário também afirmou que os governos latino-americanos precisam adotar uma postura mais firme no enfrentamento ao crime organizado e defendeu o fortalecimento da cooperação militar e de inteligência entre os países.
A conferência na Flórida ocorreu poucos dias após a primeira operação militar conjunta entre Estados Unidos e Equador contra organizações classificadas como narcoterroristas naquele país sul-americano. A ação foi anunciada pelo Comando Sul dos Estados Unidos após uma visita do comandante Francis Donovan à região.
Rodrigo Mendes
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