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Internacional

EUA dizem que “conhecem seus amigos” e elogiam Argentina por ações contra o Irã

"“Apreciamos que a Argentina se mantenha firme contra o terrorismo", declarou um órgão americano.

O Governo dos Estados Unidos elogiou a Argentina em uma publicação feita nesta sexta-feira (10) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado na rede X. Na mensagem, o órgão destacou a atuação do país sul-americano durante o conflito com o Irã, afirmando que “sabemos quem são nossos amigos”.

Na publicação, foi ressaltada a decisão do governo do presidente Javier Milei de classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, além da expulsão de um representante iraniano. “Apreciamos que a Argentina se mantenha firme contra o terrorismo e as ameaças do Irã, com uma posição clara e inequívoca”, declarou o órgão americano.

Foto: Reprodução/Instagram/Casa BrancaJavier Milei e Donald Trump
Javier Milei e Donald Trump

A medida adotada pelo governo argentino ocorre em meio ao cenário de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã. A decisão tem como base investigações que apontam o regime iraniano como responsável por atentados ocorridos em Buenos Aires, como o ataque à embaixada de Israel em 1992 e à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em 1994.

Segundo o governo, a classificação da Guarda Revolucionária como organização terrorista permite a adoção de sanções financeiras e restrições operacionais, com o objetivo de impedir atividades ilícitas e reforçar a segurança nacional. A gestão Milei também afirmou que a iniciativa busca “quitar uma dívida histórica” com as vítimas dos atentados.

Em março, o governo argentino declarou o representante iraniano Mohsen Soltani Tehrani como “persona non grata”, após críticas consideradas “falsas, ofensivas e improcedentes”. O diplomata deixou o país no início deste mês, após o prazo estabelecido pelas autoridades.

Nos dias seguintes ao início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, integrantes do governo argentino indicaram que poderiam oferecer apoio militar a Washington, caso houvesse um pedido formal.

Já o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou posição diferente, condenando as ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel e defendendo uma solução diplomática, com participação de organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU).

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