As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta quinta-feira (7) a morte de Ahmed Ghaleb Balout, integrante da Força Radwan, considerada a unidade de elite do grupo Hezbollah, durante um ataque aéreo realizado no sul de Beirute, no Líbano.
A ofensiva marcou a primeira ação militar israelense na capital libanesa desde o início do cessar-fogo anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril.
Segundo os militares israelenses, Balout ocupava posições estratégicas dentro da Força Radwan e, ao longo dos últimos anos, teria atuado como chefe de operações da unidade. Israel afirma ainda que ele coordenou diversos ataques contra tropas israelenses posicionadas no sul do Líbano.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel, o integrante do Hezbollah também participava da reorganização da estrutura militar da unidade, incluindo ações ligadas ao chamado plano “Conquistar a Galileia”, citado por Israel como uma estratégia do grupo para invadir território israelense.
O ataque ocorreu em uma região considerada reduto do Hezbollah em Beirute e amplia a tensão mesmo após o anúncio da trégua firmado no mês passado. O cessar-fogo de dez dias foi divulgado por Trump em meio ao conflito entre Israel e grupos aliados do Irã na região. Dias depois, em 23 de abril, a pausa nos confrontos foi prorrogada por mais três semanas.
Apesar do acordo, Israel e Hezbollah seguem trocando acusações de violações da trégua. O conflito ganhou intensidade após o Hezbollah iniciar ataques contra Israel em meio à escalada militar envolvendo israelenses, americanos e o Irã.
Enquanto isso, cresce a expectativa internacional sobre uma possível resposta de Teerã a uma proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar o confronto na região. A imprensa americana aponta que o posicionamento iraniano pode ser divulgado ainda nesta quinta-feira.
Wanessa Gommes
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