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Caxias - Maranhão

PF cumpre mandado contra o secretário de Agricultura do Maranhão Fábio Gentil

Além de endereços ligados ao secretário, os policiais foram também à sede da Prefeitura de Caixas-MA.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária do Maranhão e ex-prefeito do município de Caxias-MA, Fábio Gentil, durante a Operação Lei do Retorno, que investiga o desvio de R$ 50 milhões do FUNDEB em um esquema fraudulento em licitações no município de Caxias, Buriti Bravo no estado do Maranhão.

Além de endereços ligados ao então secretário Fábio Gentil, os policiais foram, também, à sede da Prefeitura Municipal de Caxias.

Conforme a Polícia Federal, as investigações tiveram início a partir de um procedimento licitatório realizado no ano de 2021, quando Fábio Gentil era o prefeito do município de Caxias. Com o aprofundamento das investigações, a PF conseguiu rastrear uma série de procedimentos que se repetiram nos anos de 2022 até o corrente ano de 2025.

Foto: Reprodução/InstagramSecretário da Agricultura do Maranhão e ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil
Secretário da Agricultura do Maranhão e ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil

Segundo a Polícia Federal, parte dos valores contratados com recursos do FUNDEB era devolvida aos servidores públicos envolvidos nas fraudes. O grupo investigado atuava na manipulação de procedimentos licitatórios, no desvio de recursos públicos provenientes do FUNDEB e na apropriação de parte dos valores desviados pelos servidores envolvidos no esquema criminoso.

Foto: Divulgação/PF-MACumprimento de mandados na manhã de hoje durante a Operação Lei do Retorno
Cumprimento de mandados na manhã de hoje na sede da prefeitura de Caxias-MA, durante a Operação Lei do Retorno

Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão nos municípios de Caxias, São Luís, São José do Ribamar, Buriti Bravo, Presidente Dutra e Joselândia, no Maranhão, e na capital do Piauí, Teresina, onde os policiais cumpriram três mandados, incluindo um em desfavor da prefeita de Buriti Bravo, Luciana Leocádio.

Os crimes apurados incluem formação de organização criminosa, corrupção ativa e/ou passiva, peculato, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro, cujas penas, se somadas, podem chegar a 52 anos de prisão.

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