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Maranhão

Delegada que denunciou assédio de secretário passa a ser investigada no Maranhão

A publicação do PAD aconteceu dois dias após a denúncia de Viviane Fontenelle vir a público.

A delegada da Polícia Civil Viviane Fontenelle, que denunciou o então secretário de Estado da Segurança Pública do Maranhão, Maurício Ribeiro Martins, por assédio durante uma reunião de trabalho, passou a ser investigada em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento foi publicado no Diário Oficial do Estado do Maranhão no dia 12 de março e pode resultar na demissão da delegada. A abertura da investigação foi assinada pelo corregedor-geral do Sistema Estadual de Segurança Pública, Nordman Ribeiro.

A publicação do PAD aconteceu dois dias após a denúncia de Viviane Fontenelle vir a público em reportagem da coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles. O caso ganhou repercussão e levou o governador do Maranhão, Carlos Brandão, a afastar Maurício Ribeiro Martins do cargo de secretário de Segurança Pública. Apesar disso, o Diário Oficial também trouxe a abertura de investigação funcional contra a delegada que fez a denúncia.

Foto: Reprodução/ InstagramDelegada Viviane Fontenelle
Delegada Viviane Fontenelle

Segundo relato feito pela delegada à associação que representa a categoria, o episódio aconteceu durante uma reunião de trabalho que deveria ocorrer em ambiente estritamente profissional. Ela afirmou ter passado por uma situação “extremamente constrangedora”, quando o então secretário teria feito comentários e brincadeiras de cunho pessoal. “Durante a reunião de trabalho, em um ambiente que deveria ser estritamente profissional, ele começou a fazer comentários e ‘gracinhas’, me chamando de ‘Delegata’, dizendo que eu era ‘a delegada mais bonita do Maranhão’ e que já me observava desde os tempos em que trabalhava no Tribunal de Justiça”, disse.

O processo administrativo contra Viviane Fontenelle foi assinado no dia 9 de março, antes de o caso ganhar ampla repercussão na imprensa, embora a denúncia de assédio já estivesse sendo analisada pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Maranhão (Adepol-MA).

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