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Maranhão

Acusada de matar crianças com ovo de Páscoa envenenado vai a Júri Popular no Maranhão

Crime ocorreu em abril de 2025 e terminou com a morte de duas crianças em Imperatriz

Jordélia Pereira Barbosa, apontada como responsável por envenenar uma família com um ovo de Páscoa no Maranhão, será submetida a Júri Popular ainda neste mês de junho. O caso, registrado em abril do ano passado, provocou a morte de duas crianças e ganhou grande repercussão no estado. A acusada está presa desde o dia 17 de abril de 2025. Segundo as investigações, em 16 de abril Jordélia enviou um ovo de chocolate para Mirian Lira e os dois filhos dela, Luiz Fernando, de 7 anos, e Evillyn, de 13. Após consumirem o doce naquela mesma noite, as crianças passaram mal e morreram em decorrência do envenenamento.

De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), o crime teria sido motivado por ciúmes. Conforme o órgão, Jordélia não aceitava o relacionamento do ex-marido com Mirian e teria planejado o ataque contra a família. O Ministério Público também sustentou que a acusada utilizava um perfil falso nas redes sociais para manter contato com a vítima antes do crime. A sessão do júri está marcada para o dia 22 de junho, na cidade de Imperatriz, no sudoeste maranhense. Jordélia responderá por dois homicídios consumados e por tentativa de homicídio contra Mirian Lira, que sobreviveu após ingerir o chocolate.

Foto: Reprodução/Redes SociaisJordélia Pereira Barbosa, apontada como responsável por envenenar uma família com um ovo de Páscoa no Maranhão
Jordélia Pereira Barbosa, apontada como responsável por envenenar uma família com um ovo de Páscoa no Maranhão

Durante uma das audiências do processo, a defesa pediu a realização de exame psicológico para avaliar uma possível inimputabilidade da acusada. O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça por falta de indícios que justificassem a medida. Na decisão, o magistrado destacou que testemunhas apresentadas pela própria defesa afirmaram desconhecer histórico de depressão ou tentativas de suicídio por parte de Jordélia. O marido dela também informou não ter conhecimento sobre uso contínuo de medicamentos.

Nas alegações finais, o Ministério Público reforçou o entendimento de que houve homicídio doloso, quando existe intenção de matar, além da tentativa de assassinato contra Mirian. Já a defesa pediu a desclassificação dos crimes para homicídio culposo, quando não há intenção, e lesão corporal. As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Maranhão apontaram que Jordélia adquiriu os ovos de chocolate em uma loja de Imperatriz. Imagens de câmeras de segurança mostram a suspeita usando peruca escura e óculos no momento da compra.

Durante a prisão, os policiais apreenderam com ela duas perucas, cartões, notas fiscais, faca de serra, tesoura e medicamentos. Segundo a corporação, os elementos reunidos ao longo da investigação indicam Jordélia como principal autora do crime.

Ainda conforme a Polícia Civil, a acusada chegou a Imperatriz em uma quinta-feira e teria organizado toda a logística para entregar o chocolate à família. Depois da entrega, ela embarcou em direção ao município de Santa Inês, onde acabou presa dentro de um ônibus interurbano.

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