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Cerimônias nos EUA homenageiam vítimas dos ataques de 11 de setembro

Presidente Joe Biden foi ao Marco Zero de Manhattan, onde ficavam os prédios e participou do evento.
Por Estadão Conteúdo

Cerimônias são realizadas neste sábado, 11, nos Estados Unidos, para marcar os 20 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001. O presidente Joe Biden está no Marco Zero de Manhattan, onde ficavam as Torres Gêmeas, e visitará os outros dois locais dos atentados.

O presidente e sua mulher, Jill Biden, querem, segundo um comunicado da Casa Branca, "honrar e homenagear as vidas perdidas". Eles participam de cerimônias em Nova York, onde caíram as torres gêmeas do World Trade Center; em Shanksville, na Pensilvânia, onde um avião desviado por quatro jihadistas caiu; e em Arlington, na Virgínia, não muito longe de Washington, onde o Pentágono foi atacado.

Vinte anos depois, a emoção segue intensa no país que ficou em estado de choque com os atentados. Na manhã daquela terça-feira, 19 terroristas, a maioria sauditas, membros da organização Al-Qaeda, sequestraram quatro aviões comerciais e lançaram as aeronaves contra as Torres Gêmeas de Nova York, o Pentágono (nas proximidades de Washington). O quarto avião, que supostamente teria o Congresso como alvo, caiu em um campo na Pensilvânia após a intervenção de seus passageiros.

Biden chegou ao lado da mulher e acompanhado dos ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton. O casal presidencial seguirá pouco depois para a Pensilvânia e ao Pentágono, onde também prestarão homenagens às vítimas e depositarão coroas de flores.

O Marco Zero de Manhattan, onde ficavam as Torres Gêmeas, se tornou um local de peregrinação e homenagem aos mortos. Os dois edifícios foram substituídos por um monumento, uma imensa fonte com formato de piscina cujas paredes funcionam como cascatas e têm os nomes gravados das 2.753 vítimas de Nova York.

A homenagem em Nova York começou com a chegada da bandeira americana, como foi feito em outros anos. Pessoas seguravam cartazes com a fotografia de algumas das vítimas do ataque ao World Trade Center. Um minuto de silêncio foi feito á 9h46 (horário de Brasília, 8h46 em Nova York), marcando o momento do impacto do primeiro avião contra a Torre Norte do complexo.

Em seguida, como ocorre todo ano, começou a leitura dos nomes das 2.977 pessoas que morreram nos ataques. Às 10h03 (9h03 em Nova York), outro minuto de silêncio foi feito para marcar o momento em que o segundo avião atingiu a Torre Sul do complexo. Em seguida, Bruce Springsteen, cantou uma música em homenagem às vítimas.

De um lado, no museu memorial do 11/9 estão expostos um pedaço da escada por onde alguns sobreviventes conseguiram escapar, pedaços do muro dos edifícios transformados em uma massa de escombros, vigas de aço retorcidas pelo calor do fogo provocado pelo impacto dos aviões carregados de combustível, fotografias das vítimas e a reconstituição com imagens do que foi aquele dia que deixou mais de dois bilhões de pessoas no mundo grudadas diante das TVs, rádios ou telas de computadores.

Em Arlington, onde fica o Pentágono, às 10h37 (9h37, pelo horário local) mais um minuto de silêncio foi feito. Há vinte anos, neste horário, o terceiro avião se chocava, desta vez contra a sede do Departamento de Defesa americano.

O chefe do Estado Maior Conjunto dos EUA, Mark Milley, fez um discurso em Arlington ressaltando os valores americanos de liberdade e igualdade e como eles são alvos de terroristas. "O 11 de setembro tentou nos destruir, mas nos unimos novamente em esperança...choramos pelos que caíram e celebramos a vida deles...desde aquele dia, há 20 anos, homens e mulheres das Forças Armadas lutam para combater o terrorismo", afirmou.

Milley lembrou a retirada das tropas americanas do Afeganistão e citou os 13 militares americanos mortos em meio à retirada acelerada de Cabul, quando operações eram realizadas no aeroporto. Por volta de 10h45 (9h45 em Nova York), a comitiva do presidente Biden deixou o Marco Zero.

A vice-presidente, Kamala Harris, está na Pensilvânia acompanhando a cerimônia no local onde um dos aviões sequestrados caiu em campo aberto após intervenção dos passageiros. Para marcar esse momento, foi feito mais um minuto de silêncio às 11h03 (10h03 no horário local). A possibilidade é que esse avião tivesse como alvo o Congresso ou mesmo a Casa Branca, símbolos do poder político dos EUA, durante os atentados de 2001.

O ex-presidente George W. Bush - quem declarou a Guerra ao Terror após os ataques de 11 de setembro - foi para a Pensilvânia e pode fazer um discurso no local.

Momento político

Biden chega neste 11 de setembro enfraquecido pelo final caótico da guerra no Afeganistão, iniciada em represália justamente aos ataques executados pela Al-Qaeda há 20 anos. O presidente americano pretendia marcar simbolicamente o 20º aniversário dos ataques com a retirada das tropas americanas do Afeganistão.

Porém, a guerra no Afeganistão terminou em meio ao caos e os Estados Unidos foram pegos de surpresa pelo rápido avanço dos taleban, com 13 militares americanos mortos em meio à retirada acelerada de Cabul, em um ataque do Estado Islâmico Khorasan.

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