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Coreia do Norte diz ter testado novos mísseis de longo alcance

Regime de Kim Jong-un afirmou que mísseis chegaram a 1.500 km; esse seria o primeiro teste desde março.
Por Estadão Conteúdo

A Coreia do Norte afirmou ter realizado testes com novos mísseis de longo alcance ao longo deste fim de semana, no que seriam os primeiros testes balísticos em meses e mostram como o regime de Kim Jong-un continua ampliando suas capacidades militares em meio à estagnação de uma negociação nuclear com os Estados Unidos.

A Agência Central de Notícias da Coreia do Norte afirmou neste domingo, 12, (segunda, no horário local) que os mísseis de cruzeiro estavam em desenvolvimento há dois anos e, durante os teste, atingiram alvos a 1.500 quilômetros de distância. O regime saudou seus novos mísseis como uma "arma estratégica de grande significado" que atende ao chamado do líder Kim de fortalecer o poderio militar do país. Os militares sul-coreanos não confirmaram imediatamente os testes norte-coreanos.

Durante um congresso do seu partido em janeiro, Kim dobrou sua promessa de reforçar seu programa nuclear em face das sanções e pressões dos EUA e emitiu uma longa lista do que queria de novos ativos sofisticados, incluindo mísseis balísticos intercontinentais de longo alcance nuclear, submarinos com motor, satélites espiões e armas nucleares táticas.

As conversas entre EUA e Coreia do Norte estão paralisadas desde o fracasso de uma cúpula entre o então presidente Donald Trump e Kim em 2019, quando os americanos rejeitaram a demanda de Pyongyang para retirar as sanções em troca de uma diminuição parcial de suas capacidades nucleares. O governo de Kim até agora rejeitou as iniciativas do governo Biden para um diálogo, exigindo que Washington abandone primeiro suas "políticas hostis".

Retomada dos testes

A Coreia do Norte encerrou uma pausa de um ano na realização de testes balísticos em março, disparando dois mísseis balísticos de curto alcance no mar, mas desde então nenhum teste com míssil de alcance de 1500 km havia sido feito. A manobra prova a continuidade da tradição norte-coreana de testar os novos governos dos EUA com demonstrações de armas destinadas a medir a resposta de Washington e, assim, obter concessões.

Desde março, quando haviam ocorrido os últimos testes balísticos, Kim concentrava os esforços nacionais em combater o novo coronavírus e salvar uma economia destruída e ainda mais danificada pelo fechamento de fronteiras em razão da pandemia.

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