Na avaliação da equipe econômica, baseada em estudo sobre dados das contas nacionais, setor privado está puxando a retomada de investimentos e a criação de empregos formais.
Apesar das dificuldades do mercado global e de incertezas ainda presentes no cenário doméstico, surpresas positivas em alguns indicadores apontam para um fortalecimento da economia.
No semestre, porém, indicador acumula alta de 0,62%; ao chegar ao STF para participar de seminário sobre Liberdade Econômica, o ministro Paulo Guedes evitar comentar resultado.
Pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,05%.
Pela primeira vez, o boletim elaborado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia trouxe projeções para os anos de 2021, 2022 e 2003, que são de alta de 2,5%.
É a 19ª queda seguida nas previsões registradas pelo boletim Focus, que, há quatro semanas, estimava crescimento em 1%; para 2020, o mercado financeiro manteve previsão de alta em 2,20%.
O piso das estimativas é de alta de apenas 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), já a maior previsão é de 2,2%, que, por sua vez, deve ser revisada para baixo.
Projeção para a alta da produção industrial de 2019 também caiu, de 2,00% para 1,76%, segundo o Relatório de Mercado Focus. Há um mês, estava em 2,50%.
O sinal de alerta para o fim de um ciclo de alta foi soado há um mês pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 36 países.
Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,55%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, como visto quatro semanas atrás.
No estudo de recomendações de políticas econômicas aos membros do G-20, o FMI dedicou um anexo para traçar quatro cenários e estimar os efeitos de uma guerra comercial.
A instituição já havia antecipado a revisão na semana passada, no comunicado do Conselho Executivo sobre as conclusões das consultas do capítulo IV para o Brasil.
O ritmo de alta da atividade econômica desacelera nos próximos três anos - 3% em 2019 para 1,3% depois de 2021 - devido à falta de solução para o rombo das contas públicas.