Polícia

Gaeco deflagra operação Escamoteamento e cumpre mandados no Piauí

As empresas investigadas fechavam contratos para realização de serviços, obras de construção com valores exorbitantes sem a devida prestação do serviço para os quais foram contratadas.

Brunno Suênio
Teresina
Thais Souza
Teresina
- atualizado

No início da manhã dessa sexta feira (07) o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em parceria com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), TCU, CGU e TCE deflagrou a operação Escamoteamento. A operação contou com a participação de 115 policiais da PRF de vários estados do Brasil. Mais de 10 pessoas já foram presas na ação. 

  • Foto: Divulgação/PRFPRF em operação policialPRF em operação policial

A operação tem como objetivo cumprir mandados de prisão e condução coercitiva de donos de empresas atuantes no Norte do estado do Piauí e empresas do Ceará que atuam nas cidades de Cocal, Buriti dos Lopes e outras.

  • Foto: Divulgação/PRFPRF em ação conjunta com o GaecoPRF em ação conjunta com o Gaeco

As empresas investigadas fechavam contratos para realização de serviços, obras de construção com valores exorbitantes sem a devida prestação do serviço para os quais foram contratadas.Os crimes cometidos pelos investigados são de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e fraude em licitaçoes.

De acordo com o promotor do GAECO, Romulo Cordão, na operação serão cumpridos 46 mandados de busca e apreensão, 36 conduções coercitivas, 13 prisões preventivas e alguns sequestros de bens. “A investigação começou há 1 ano e 4 meses, em desrespeito de empresas que formavam cartéis, empresas do Ceará que atuam no norte do Piauí. Com isso, se verificou que eram empresas fantasmas, que não existem, e vinha de forma combinada atuando nessas licitações e causando prejuízo”, disse.

Durante a operação foram investigadas empresas do ramo da construção civil, locação de veículos e locação de mão de obra. Os 13 mandados de prisão preventiva são para os empresários. As 36 conduções coercitivas são para pessoas que receberam dinheiro das empresas e a polícia percebeu, através das investigações, que essas pessoas não tem capacidade para fazer uma grande movimentação na conta bancária. “Chamamos de núcleo laranja [conduções coercitivas]. A intenção de conduzir é, através do interrogatório, saber se elas efetivamente participaram ou se elas foram usadas, sem se quer saber que estavam sendo lesados”, informou.

Conforme o Romulo Cordão, duas pessoas da prefeitura de Cocal-PI estão envolvidas nas fraudes. “Tem duas pessoas que estão sendo conduzidas da prefeitura. O presidente da comissão de licitação e um pregoeiro do município de Cocal. Das fraudes foram desviados em torno de 20 milhões, somente em Cocal”, finalizou.

Cidades do Piauí que estão envolvidas na operação:

Buriti dos Lopes

Bom Princípio

Cocal

Cidades do Ceará que estão envolvidas na operação:

Ubajara

Tianguá

Viçosa