Teresina - PI

João Henrique afirma que prisão de Michel Temer foi um "erro"

“A gente espera que o erro seja corrigido, pois a minha avaliação é a mesma da grande maioria do povo brasileiro de que a prisão do ex-presidente Temer foi desnecessária”, disse João Henrique.

Germana Chaves
Teresina
- atualizado

O presidente nacional do Sebrae, o ex-ministro João Henrique de Almeida Sousa, se pronunciou sobre a prisão do ex-presidente da República, Michel Temer (MDB), ocorrida na última quinta-feira (21) no Rio de Janeiro. O piauiense disse ao GP1 neste domingo (24), que faz a mesma análise da maioria do povo brasileiro de que a prisão de Temer foi desnecessária.

“A gente espera que o erro seja corrigido, pois a minha avaliação é a mesma da grande maioria do povo brasileiro de que a prisão do ex-presidente Temer foi desnecessária”, disse João Henrique.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1João Henrique Sousa João Henrique Sousa

O presidente nacional do Sebrae falou ainda que o objetivo agora é a liberdade do ex-presidente brasileiro. “Decisão judicial não se questiona, se cumpre. Portanto, o importante agora é a soltura dele”, completou João Henrique.

PF do Rio

Michel Temer está detido em uma sala no terceiro andar da corregedoria da Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Entenda o caso

Michel Temer foi preso na última quinta-feira, 21, pela Operação Lava Jato do Rio. A ordem de prisão foi do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. O ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia) também foi preso. A ação foi decorrente da Operação Radioatividade, que apurou crimes de formação de cartel e prévio ajustamento de licitações, além do pagamento de propina a empregados da Eletronuclear. Após decisão do Supremo Tribunal Federal, o caso foi desmembrado e remetido à Justiça Federal do Rio de Janeiro.

  • Foto: Werther Santana/Estadão ConteúdoMichel temer sendo preso pela Polícia FederalMichel temer sendo preso pela Polícia Federal

O inquérito que mira Temer e seus aliados tem como base as delações do empresário José Antunes Sobrinho, ligado à Engevix, e do corretor Lucio Funaro. De acordo com a Polícia Federal, Sobrinho fala em seu acordo sobre “pagamentos indevidos que somam R$ 1,1 milhão, em 2014, solicitados por João Baptista Lima Filho e pelo ministro Moreira Franco, com anuência do Excelentíssimo Senhor Presidente da República Michel Temer, no contexto do contrato da AF Consult Brasil com a Eletronuclear”.

Os valores, de acordo com o delator, teriam sido depositados em conta corrente em nome da empresa PDA Projeto, que tem o coronel Lima, amigo de Temer, e sua esposa, Maria Rita Fratezi, por meio de um contrato simulado com a Alumi Publicidade.

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