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Professora que acusou Bolsonaro de matar Marielle Franco é demitida

Na nota divulgada pela escola, a instituição não cita o nome do presidente Bolsonaro e classifica a demissão da professora como ‘incidente’.

Victória Xavier
Teresina
- atualizado

A professora Tanay Gonçalves Notargiacomo que acusou o presidente Jair Bolsonaro de ter planejado o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) foi demitida da escola que trabalhava em Santa Catarina. A demissão foi confirmada nesta quarta-feira (11), pelo colégio particular COC Rio do Sul.

Na nota divulgada pela escola, a instituição não cita o nome do presidente Bolsonaro e classifica a demissão da professora como ‘incidente’.

“O desligamento ocorre com base em decisão fundamentada, com apoio da equipe jurídica e técnica do colégio, bem assim é tomada em conformidade com os procedimentos internos de apuração de incidentes do colégio COC Rio do Sul”, diz trecho da nota.

Conforme a Revista Oeste, a escola ainda informou que estará à disposição para prestar esclarecimentos aos pais de alunos e colaboradores, além de membros da comunidade que forma a cidade de Rio do Sul, no interior de Santa Catarina.

Entenda o caso

Uma professora da escola particular COC Rio do Sul (SC), declarou, durante uma aula virtual, que o presidente Jair Bolsonaro estaria por trás do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), morta em março de 2018 no Rio de Janeiro. O vídeo que registra o momento em que a professora Tanay Gonçalves Notargiacomo acusa Bolsonaro viralizou na internet.

De acordo com a Revista Oeste, sobre o assassinato de Marielle Franco, a professora garantiu que a vereadora foi vítima de violência política armada pelo atual presidente da República. “O que o Bolsonaro armou, né, para matar Marielle Franco… ele, sendo um político, matando uma outra política… isso, sim, é uma violência política”, disparou a funcionária do colégio.

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