A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminhou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (22), após ser intimado pelo ministro Alexandre de Moraes para esclarecer possível descumprimento a medidas cautelares.
Os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno negaram que Bolsonaro tenha infringido qualquer determinação do ministro. A defesa argumenta que a ordem judicial não deixou explícito que o ex-presidente não poderia conceder entrevistas, e pediu que o ministro seja mais claro na medida.
Segundo a defesa, Bolsonaro, além de deixar as redes sociais, determinou que terceiros também suspendessem o acesso às plataformas.
Medidas cautelares
No dia 17 de julho, o ministro Alexandre de Moraes impôs medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica, a Jair Bolsonaro. A ordem judicial foi cumprida na manhã do dia seguinte, pela Polícia Federal.
Além da tornozeleira, Bolsonaro deve se recolher em casa das 19h às 6h e está proibido de usar redes sociais ou de aparecer em páginas de terceiros, e também não pode se comunicar com autoridades estrangeiras.
O ex-presidente compareceu à Câmara dos Deputados nessa segunda (21) e concedeu entrevista, razão pela qual Alexandre de Moraes mandou intimar seus advogados, cobrando explicações em um prazo de 24 horas, sob pena de prisão imediata.
Thais Guimarães
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