Teresina - PI

Radiologista baleado por PM no Buenos Aires pode perder movimentos

João Neto, irmão da vítima, relatou ao GP1 que ainda não foi feito cirurgia porque estão aguardando uma decisão dos médicos.

Jeyson Moraes
Teresina
Andressa Martins
Teresina
- atualizado

O estado de saúde do radiologista Rudson Vieira Batista da Silva, de 32 anos, que foi baleado no último domingo (1) por um policial militar identificado como Max Kellysson Marques Marreiro, durante discussão, em um bar no bairro Buenos Aires, zona norte de Teresina, continua grave, mas estável.

Rudson Oliveira está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Marcos, com a bala alojada na região das costas. João Batista Neto, irmão da vítima, relatou em entrevista ao GP1 que ainda não sabe se o irmão terá os movimentos nos membros inferiores e superiores.

  • Foto: Arquivo pessoalRudson Vieira Batista da SilvaRudson Vieira Batista da Silva

“O braço direito ficou bem danificado, os movimentos desse braço já se sabe que não vai ficar 100%. Mesmo com o tratamento, pode se recuperar um percentual, mas não 100%. No braço esquerdo ele não vai ter como movimentar também os 100%, mas com o tratamento ele recupera uma parte dos movimentos. As pernas é só esperar a medula desinflamar para saber”, comentou.

O irmão ainda disse que não foi feito a cirurgia porque estão aguardando a decisão dos médicos. “Ele ainda não fez a cirurgia porque ainda tá faltando uma decisão dos médicos”, comentou João Neto.

O crime

O irmão de Rudson Vieira relatou que o policial militar identificado como Max Kellysson Marques Marreiro teria assediado uma mulher que estava acompanhada de seu primo e quando o radiologista tentou repreender o PM, foi atingido. João Neto reforçou que não houve discussão entre os dois. “O policial estava assediando uma moça que estava com meu primo, o PM estava alterado e o meu irmão foi querer separar. O ‘cara’ sacou a arma e deu o tiro nele à queima-roupa”, acrescentou.

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