Saúde

Reino Unido supera marca dos 11 mil mortos por covid-19

Às vésperas de decidir sobre continuidade do isolamento, país supera marca expressiva mesmo com diminuição de casos diários e espera recuperação do primeiro-ministro Boris Johnson.

Por  Estadão Conteúdo
- atualizado

O Reino Unido registrou queda no número de mortes diárias em decorrência do novo coronavírus. De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (13), ocorreram 717 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. O total de mortes no país subiu para 11.329.

Além do número de vítimas, as autoridades britânicas também anunciaram que cerca de 14.500 pessoas foram diagnosticadas com a doença no mesmo período, o que elevou o total de casos confirmados para quase 89 mil.

As autoridades britânicas afirmaram que devem esperar até que o pico da pandemia seja ultrapassado para suavizar as medidas em vigor. De acordo com o jornal conservador The Times, o governo agora está dividido em dois grupos.

No primeiro, estão ministros partidários de um curto período de confinamento, até maio. Entre eles, o ministro do Interior, Priti Patel; o das Finanças, Rishi Sunak; e do Comércio, Alok Sharma. No outro, estão aqueles que pedem uma extensão das medidas para além de mais três semanas, como o ministro da Saúde, Matt Hancock.

Sob condição de anonimato, um ministro explicou ao jornal que é importante não causar "mais danos", prolongando "desnecessariamente" um confinamento com consequências econômicas devastadoras. Ele também defendeu o relaxamento das medidas após três novas semanas.

Os conselheiros científicos do governo se reunirão nesta terça-feira (14), antes do anúncio oficial do governo na quinta (16).

Enquanto a cena política do país tenta atingir um consenso sobre as medidas, o primeiro-ministro Boris Johnson segue se recuperando, em uma casa de campo. Ele deve decidir sobre a extensão do confinamento para conter a epidemia.

Depois de uma semana difícil no hospital Saint Thomas, em Londres, onde passou vários dias em terapia intensiva, o líder conservador de 55 anos chegou a Chequers no domingo, cerca de 50 quilômetros a noroeste de Londres.

Foi nesta mansão do século XVI, de tijolos vermelhos, residência de campo dos chefes de governo desde 1921, que ele começou sua recuperação, ao lado de sua companheira grávida, Carrie Symonds.

"O primeiro-ministro está dedicado à sua recuperação. Não está trabalhando no momento", disse um porta-voz de Boris Johnson. A gestão da crise cabe, portanto, ao governo, sob a liderança do ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab.

"Vamos derrotar o coronavírus e vamos vencê-lo juntos", declarou Johnson no domingo (12), em um vídeo filmado assim que chegou à residência onde seu predecessor Winston Churchill passou vários Natais.

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