Política

Senador Marcelo Castro diz que projeto da CPI da Lava Toga 'é vago'

O senador explicou que uma CPI “visa investigar um fato específico”, mas que a proposta pretende investigar ações do Judiciário como um todo.

Andressa Martins
Teresina
Germana Chaves
Teresina

Durante entrevista à imprensa na terça-feira (17) o senador Marcelo Castro (MDB) falou sobre a proposta da CPI da Lava Toga, que tem como objetivo investigar desvios operacionais e violações éticas por parte de membros do STF e tribunais superiores. Castro avaliou que a proposta é vaga.

O senador explicou que uma CPI “visa investigar um fato específico”, mas que a proposta pretende investigar ações do Judiciário como um todo.

  • Foto: Alef Leão/GP1Marcelo CastroMarcelo Castro

“A CPI é um instrumento que visa investigar um fato específico e o que surgiu até agora com a proposta de alguns senadores é investigar o poder judiciário, as ações. É vago, por isso que tem sido indeferidos os pedidos até agora. Pelo que tenho acompanhado, não participei pessoalmente, mas acho que esse é o sentimento”, afirmou.

Marcelo relembrou que em 2007 presidiu a CPI do Apagão Aéreo e afirmou que a CPI “é um instrumento das minorias, instrumento das democracias e havendo fato determinado deve ser apurado”.

Questionado se a possível aprovação da CPI poderia resultar em uma crise nos poderes, Castro disse que alguns senadores acham que o momento não é “conveniente”, mas que caso haja um “fato determinado” ele será a favor.

“A gente tem que ver a questão da oportunidade e conveniência. Muitos acham que o momento não é conveniente se instalar uma crise de investigar o judiciário de uma maneira geral. Fato determinado eu particularmente sou a favor”, finalizou.

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