Teresina - PI

Sintepi denuncia demissão em massa pela Equatorial-Cepisa

De acordo com o Sintepi, a direção da empresa está dispensando funcionários sem nenhum critério, inclusive, trabalhadores que entraram recentemente na empresa através de concurso público.

Wanessa Gommes
Teresina
- atualizado

O Sindicato dos Urbanitários do Piauí (SINTEPI) denunciou, nesta quarta-feira (10), que a empresa Equatorial-Cepisa está promovendo uma onda de demissões de funcionários sem justa causa o que, segundo a entidade, está provocando um verdadeiro clima de terror entre os trabalhadores.

De acordo com o Sintepi, a direção da empresa está dispensando funcionários sem nenhum critério, inclusive, trabalhadores que entraram recentemente na empresa através de concurso público.

“Vamos questionar essas demissões imotivadas na Justiça, além de organizar um ato contra essas demissões”, garantiu o presidente da entidade, Francisco Marques, que relatou ainda que a empresa tem priorizado a contratação de pessoas de outros estados.

Além das demissões, o sindicato denunciou que a Equatorial está fechando agências da empresa em todo o Piauí, o que, de acordo com a entidade sindical, vai ocasionar um péssimo atendimento à população. “O objetivo da empresa é que todos os usuários façam suas reclamações por telefone”, afirmou Marques.

O Sintepi alegou que quando a Cepisa foi privatizada, em 2018, havia 2.150 funcionários, aproximadamente e que depois que a Equatorial assumiu os serviços, fez um enxugamento nos quadros da empresa, restando 1.200 funcionários, havendo ainda a previsão de que mais 400 trabalhadores sejam demitidos até o final deste mês de julho.

“Não vemos com bons olhos estas demissões, pois além de prejudicar diretamente centenas de famílias, atinge a economia do nosso Estado e promove uma queda brusca na qualidade de um serviço estratégico e essencial para toda a população”, disse o presidente do sindicato.

A entidade representante dos trabalhadores está mobilizando a categoria, as autoridades do estado, como também toda a sociedade para realização de um movimento de luta para evitar mais demissões.

Outro lado

Procurada, nesta quarta-feira (10), a assessoria de comunicação informou que a empresa não vai se manifestar sobre o caso.