Política

Wellington Dias vai cortar mais de 2 mil cargos e extinguir 19 órgãos

 A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) será extinta e serão criadas duas novas secretarias: a Desenvolvimento da Agricultura Familiar e a do Agronegócio.

Germana Chaves
Teresina
Wanessa Gommes
Teresina
Nayrana Meireles
Teresina
- atualizado

O governador Wellington Dias (PT) expôs o texto da reforma administrativa para seus secretários e deputados aliados durante reunião realizada na noite desta segunda-feira (11), na sede do Palácio de Karnak. Na oportunidade, o governador reiterou que deve encaminhar o teor da proposta até a próxima quinta-feira (14) para a Assembleia Legislativa (Alepi).

O projeto apresentado por Wellington prevê o corte de 2.304 cargos no governo e extingue 19 órgãos estaduais. A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR) será extinta e serão criadas duas novas secretarias: a Desenvolvimento da Agricultura Familiar e a do Agronegócio.

De acordo com o deputado João Mádison, o projeto é difícil, mas necessário. "É audacioso. É um projeto que vai dar uma economia de mais de R$ 300 milhões no ano. Isso é importante, nós temos que fazer isso para que em 2020 a gente possa colher os resultados. Nós sabemos que não é bom de imediato. Dizer que que vamos diminuir, cortar terceirizados, eu sei que muitas pessoas vão chiar. Mas é a maneira do governo sobreviver", afirmou.

  • Foto: AscomReunião no Palácio de KarnakReunião no Palácio de Karnak

"Nós estamos observando que vários estados já estão atrasando seus salários, com problema de caixa e nós não queremos isso. Nós queremos pagar o salário em dia. Nesse primeiro momento todos vamos fazer um sacrifício", enfatizou.

Segundo Mádison, Wellington não vai convocar deputados para ocupar secretarias no Governo. "Não vai chamar deputados [estaduais], nesse primeiro momento. Ele quer mais um perfil técnico e eu acho isso importante para todas as áreas. Então, eu acho que nós, na Assembleia Legislativa, vamos fazer nossa parte. Vamos votar o projeto, vamos melhorar o projeto e algumas coisas que discordarmos vamos melhorar, o governador deixou isso bem aberto e eu acredito que é aquilo que nós podemos fazer, é a nossa contribuição. Mas é preciso que os outros poderes também façam sua parte, contribuam com esse sacrifício que o Poder Executivo está fazendo", declarou.

  • Foto: Marcelo Cardoso/GP1João MádisonJoão Mádison

Estiveram presentes na reunião, os deputados Nerinho (PTB), Fábio Abreu (PTB), Flora Izabel (PT), Francisco Limma (PT), Themístocles Filho (MDB), Fernando Monteiro (PRTB), Firmino Paulo (Progressistas), Júlio Arcoverde (Progressistas), João Mádison (MDB), Fábio Xavier (PR), Oliveira Neto (PPS) e Francisco Costa (PT), além da vice-governadora Regina Sousa, dos secretários de Administração e de Fazenda, Ricardo Pontes e Rafael Fonteles, respectivamente, e Osmar Júnior (PCdoB).

Extinção de coordenadorias

O deputado estadual do MDB falou ainda que algumas secretarias e coordenadorias serão extintas e confirmou que somente as coordenadorias da Mulher, da Juventude e de Combate às Drogas serão mantidas.

“[Serão extintas] Várias secretarias, coordenadorias, a Fundação de Saúde, a Secretaria de Trabalho e tantas outras que serão fundidas com outras secretarias. Ao mesmo tempo ele está criando a Secretaria do Agronegócio. O DER por exemplo, você tem a Secretaria de Transporte e para não estar sobrepondo, o DER é que vai cuidar de toda a parte de asfalto, de estrada, de conservação. São essas coisas que estão sendo adequadas a esse novo momento de estrutura do governo do estado”, explicou Mádison.

Quanto às coordenadorias o deputado emedebista completou “que vai ficar só da Mulher, das Drogas e da Juventude e as outras todas irão acabar”.

  • Foto: AscomWellington Dias reúne equipe no Palácio de KarnakWellington Dias reúne equipe no Palácio de Karnak

Câmara Federal

Quando questionado a respeito da possível convocação do deputado federal Fábio Abreu (PR) para reassumir o comando da Secretaria de Segurança Pública do Estado, Mádison afirmou que o governador não chegou a tratar sobre o assunto no encontro.

“Ele falou que está estudando, mas ainda não confirmou nada. Pelo menos foi a palavra que ele nos disse em relação a federal”, afirmou ele.

Economia de R$ 300 milhões

O governador já havia falado que a reforma administrativa tem o objetivo de ajudar o Estado do Piauí na contenção de gastos, que pode chegar a R$ 300 milhões. “A expectativa é que a gente possa alcançar durante o ano de 2019 algo em torno de R$ 300 milhões de redução de despesas para estarmos preparados para um ano de muitas dificuldades, embora eu torça pelo melhor. Se melhorar, a gente tem uma capacidade de investimento ampliada”, destacou o governador.

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