A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação Draft para investigar um esquema de desvio de recursos públicos em um gabinete parlamentar da Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE).
De acordo com as investigações, o esquema envolvia a prática de “rachadinha”, com movimentação de pelo menos R$ 2,7 milhões em dinheiro público. A fraude teria ocorrido entre os anos de 2015 e 2019.
Mandados e apreensões
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.
Nos locais, os agentes apreenderam cerca de R$ 120 mil em moeda estrangeira, além de duas barras de prata avaliadas entre R$ 12 mil e R$ 23 mil.
Como funcionava o esquema
Segundo a polícia, o grupo criminoso seria composto por dois deputados estaduais e seis operadores financeiros. O esquema consistia na nomeação de assessores — alguns sem exercer função efetiva — que eram obrigados a devolver parte dos salários recebidos.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Juliano Ferronato, os valores eram depositados nas contas dos assessores e posteriormente transferidos para terceiros, caracterizando também lavagem de dinheiro.
“Para o sistema funcionar, era necessário um operador que fizesse a ligação entre o núcleo político e os operadores financeiros, além dos próprios assessores”, explicou o delegado.
Os pagamentos aos assessores variavam entre R$ 6 mil e R$ 18 mil, e, segundo a investigação, eles tinham conhecimento do esquema.
Prejuízo milionário
Ainda conforme a apuração, um dos principais operadores financeiros teria movimentado valores que chegam a R$ 2,7 milhões oriundos dos cofres públicos.
Até o momento, não houve prisões, e a identidade dos investigados não foi divulgada. As investigações seguem em andamento.