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Teresina - Piauí

Procon fiscaliza greve em agências bancárias de Teresina

A operação de fiscalização começou após os agentes receberem denúncias de falta de envelopes para depósitos, falta de dinheiro em caixas eletrônicos e atendimento preferencial precário.

Fiscais do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) realizaram uma operação de fiscalização em agências bancárias que estão em greve, na manhã desta terça-feira (13), em Teresina. A operação de fiscalização começou na última sexta-feira (09), após os agentes receberem reclamações de usuários sobre problemas como falta de envelopes para depósitos, falta de dinheiro em caixas eletrônicos e atendimento preferencial precário.

No total, 15 agências bancárias, somente na manhã de hoje, foram visitadas no centro de Teresina e três autuadas pela falta de envelopes para depósitos. Durante a tarde, os fiscais vão continuar as visitas as agências em diversos bairros da cidade. De acordo com Arimatéa Marques, fiscal do Procon, os bancários podem fazer greve para reivindicar seus direitos, desde que não prejudiquem os usuários de serviços bancários. “Estamos atentos, porque sabemos que o direito de fazer paralisações não pode se sobrepor ao funcionamento desse serviço que é tão importante para o consumidor", pontuou.

A Lei n° 7.783/1989, dispõe sobre o exercício do direito de greve, define as atividades essenciais e regulamenta o atendimento das necessidades inadiáveis dos indivíduos; determina que na realização de movimentos grevistas, os serviços considerados básicos não sejam interrompidos totalmente, mas que 30% continue funcionando.

O vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Piauí, Odely Medeiros, afirmou que os bancários estão cumprindo o que determina a lei n° 7.783/1989. “Os funcionários estão trabalhando para manter o efetivo mínimo de serviços funcionando e servidores para atender a população”, explicou.

Greve dos bancários

Durante assembleia realizada no dia 02 de setembro, o Sindicato dos Bancários do Piauí (SEEBF/PI) juntamente com a categoria decidiram por seguir a orientação do Conselho Nacional dos Bancários e deflagrar greve por tempo indeterminado desde o dia 06 de setembro. A paralisação, de âmbito nacional, é uma forma de reivindicação por parte da classe que rejeitou a proposta de reajuste da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), equivalente à 6,5% no salário, nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$3 mil.

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