Centenas de católicos lotaram a Igreja Catedral de Nossa Senhora dos Remédios, em Picos, na noite de ontem, 1º de março, para participarem da Missa de Cinzas. No calendário cristão, o momento marca o primeiro dia da Quaresma, que representa os 40 dias até a Páscoa, que este ano será celebrada em 16 de abril.
A celebração foi presidida pelo bispo diocesano de Picos, dom Plínio José da Luz e concelebrada pelos padres Francisco Pereira Borges (Chiquinho), David Barros e João Pereira (Joãozinho). Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos lotaram as dependências da Catedral e parte do patamar, que fica do lado de fora.
Durante a homilia, dom Plínio falou sobre o significado da Quaresma e também refletiu sobre a Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema: “Biomas e Defesa da Vida”.
No meio da celebração os fiéis receberam as cinzas, que de acordo com a tradição católica são um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.
Como reza a tradição, os celebrantes marcam com cinzas a testa das pessoas, simbolizando a reflexão sobre o dever da conversão, penitência e da mudança de vida.
“As cinzas têm a simbologia da fragilidade da pessoa humana! Pela história da Bíblia, nós saímos da terra e voltamos para a terra, nos tornamos terra novamente. Quer dizer, nós somos pó e ao pó voltaremos! Mas não queremos ser somente isso. As cinzas representam nossa esperança em Deus, de que não somos somente essa limitação de cinzas, somos eternos”, explicou dom Plinio.
Quaresma
Quanto a Quaresma, dom Plínio salientou que é um tempo próprio para os cristãos, no caso falando dos católicos, de preparação para a grande festa, que é a Páscoa. Segundo ele, são 40 dias de oportunidade, de preparação não do estado físico, mas espiritual, do íntimo da pessoa humana em relação a Deus.
“E tempo de voltar-se para Deus, louvando e pedindo perdão de suas falhas e, fazer o propósito de se corrigir, enfatiza dom Plínio, acrescentando que exige um pouco de humildade das pessoas em aceitar que suas vidas sejam conduzidas por Deus.
José Maria Barros
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