Fechar
GP1

Teresina - Piauí

Homicídios de negros são 4 vezes maiores que de não negros no PI

Os dados foram revelados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Homicídios de negros são quatro vezes maior que de não negros no Piauí. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgados no Atlas da Violência 2017, na última segunda-feira (05). A pesquisa afirma que em 2014 a taxa de homicídios (por 100 mil habitantes) de afrodescendentes do estado foi de 24,2, enquanto a de "não negros", foi de 5,1.

O estudo informou ainda que enquanto a taxa de homicídios de negros superou o dobro, de 2004 a 2014, a de "não negros" diminuiu. Conforme a análise, em 2004, o Piauí registrava 11,7 homicídios por 100 mil habitantes negros, no mesmo período, a taxa de assassinatos de "não negros" era de 7,0.

Os pesquisadores consideraram como "negros" indivíduos de cor/raça preta ou parda e "não negros" os indivíduos de cor/raça branca, indígena e amarela. "Conforme definição adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde", especificou o Ipea.

De acordo com o Atlas da Violência 2017, negros e pardos possuem 147% mais de chances de ser vitimados por homicídios, em relação a indivíduos brancos, amarelos e indígenas. “No período analisado (2004 a 2014), houve um paulatino crescimento na taxa de homicídio de afrodescendentes13 (+18,2%), ao passo que houve uma diminuição na vitimização de outros indivíduos, que não de cor preta ou parda (-14,6%)”, explica o Ipea.

A pesquisa diz que para cada "não negro" que sofreu homicídio, 2,4 indivíduos negros foram mortos e que uma possível explicação para isso se relaciona ao fato de a taxa de homicídio ter diminuído mais nas unidades federativas onde há proporcionalmente menos negros (como no Sudeste e Paraná) e ter crescido nos estados com maior população afrodescendente (como em vários estados do Nordeste).

No entanto, ao analisar cada unidade federativa, o estudo definiu como "gritante" a diferença de taxa de homicídio entre negros e não negros. "Chega a ser abissal. Por exemplo, em Alagoas a diferença das taxas de homicídios para esses dois subgrupos populacionais alcança quase 75 mortes por 100 mil habitantes", diz o Ipea.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.