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Teresina - Piauí

Crimes virtuais em Teresina ainda são pouco denunciados

O coordenador da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, pede que as vítimas criem coragem de fazer a denúncia dos casos à polícia.

O delegado de Polícia Civil Daniel Pires, coordenador da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, em entrevista à imprensa nessa sexta-feira (04), fez um apelo às pessoas vítimas de crimes virtuais, para que estas criem coragem de fazer a denúncia dos casos à polícia.

  • Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Daniel PiresDelegado Daniel Pires

O delegado relatou alguns casos ocorridos em Teresina que foram elucidados pela delegacia. Um, foi o estupro ‘virtual’ praticado por um homem contra sua ex-namorada. Ele, quando ainda namorava a vítima, tirou fotos da moça sem roupa enquanto ela dormia. Com o fim do relacionamento, o indivíduo criou um perfil falso em uma rede social e, sem revelar sua identidade, entrou em contato com a jovem, ameaçando divulgar suas imagens íntimas. A vítima procurou a polícia e só descobriu que o autor do crime era seu ex-namorado quando este foi preso.

Outro caso desvendado foi o de uma mulher que teve a vida destruída pelo ex-namorado de uma amiga, que a responsabilizou pelo fim do relacionamento. “A vítima não gostava do namoro que a amiga tinha com esse indivíduo, e quando os dois terminaram o namoro ele culpou essa mulher e fez um estrago em sua vida. Ele fez montagens de fotos dela e colocou em um site de garotas de programa, informando seus dados pessoais, telefone e endereço, e divulgou isso em grupos [de Whatsapp]. Em apenas dois dias em que o anúncio ficou disponível na internet, teve 1.983 visualizações. Pessoas chegaram a ir na casa da vítima, procurando serviços, ela teve que mudar de cidade”, explicou. O autor do crime foi indiciado por falsa identidade, difamação, e uso indevido da imagem.

Daniel Pites declarou que, embora o número de crimes virtuais seja grande, poucos chegam a polícia, pela ausência de denúncia formal. Isso se deve ao fato da vítima se sentir constrangida e com medo de uma maior exposição.

“Acredito que a vítima se sente duplamente vitimada, por mais que isso soe redundante, primeiro, pelo simples fato de ser vítima de um crime, segundo, em expor o fato muitas vezes até sem acreditar que vai ter solução. Por isso, solicitamos que as vítimas procurem a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática”, afirmou.

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