A defesa do anão, Otto Antônio Francisco de Sales Fernandes, procurou o GP1 na manhã desse sábado (10) para divulgar o direito de resposta referente a matéria intitulada “Anão é acusado de matar homem a facadas no bairro Novo Horizonte”, e afirmou que a Delegacia de Homicídios foi precipitada em falar sobre o caso.
Segundo o advogado de defesa do Otto Antônio, Raimundo Vitor Barros Dias, o inquérito policial, feito pela delegacia especializada em crimes contra a vida, não tem nenhuma prova contundente da participação do investigado no assassinato, e a prisão temporária foi decretada apenas com base em imagens de câmeras de vigilância que mostram o anão e mais algumas pessoas próximas de onde o corpo da vítima foi encontrado.
- Foto: Divulgação/PC
Otto Antônio Francisco
Homicídio
Matheus Elias Araújo da Silva foi morto a facadas no dia 13 de outubro de 2017, no bairro Novo Horizonte, localizado na zona sudeste de Teresina. Matheus Elias sofreu várias lesões na região do pescoço, tórax e cabeça. Horas antes do crime, a vítima foi vista com Otto e mais duas pessoas, que ainda não foram identificadas.
Veja nota na íntegra
O portal gp1.com.br publicou ontem, dia 09.02.2018, reportagem intitulada “Anão é acusado de matar homem a facadas no bairro Novo Horizonte”, assinada pela jornalista Thais Souza.
A defesa do investigado Otto Antônio Francisco de Sales Fernandes, vem, perante este portal de notícias, de forma sucinta, esclarecer que o fato encontra-se sob investigação, ainda na fase de inquérito policial, sendo extremamente prematura qualquer manifestação por parte da autoridade policial acerca da participação do investigado no fato, haja vista, inclusive, que o inquérito tramita em segredo de justiça, determinado pelo juiz da Central de Inquéritos de Teresina – PI.
A defesa esclarece que o inquérito policial, até o presente momento, mesmo tendo passado 04 (quatro) meses do fato, não apresentou nenhuma prova contundente da participação do investigado no homicídio. A prisão temporária foi decretada apenas com base em imagens de câmeras de vigilância que mostram o investigado e mais algumas pessoas no bairro um dia antes do corpo da vítima ser encontrado. Nada mais!
Nos próximos dias, o Tribunal de Justiça irá se pronunciar sobre a prisão temporária, nos autos de um Habeas Corpus, e esperamos que a Corte se convença da ausência de indícios mínimos de autoria delitiva por parte do investigado e da desnecessidade de manutenção da custódia cautelar.
Lamentamos o comportamento precipitado por parte da delegacia de homicídios, notadamente porque o investigado apresentou-se voluntariamente/espontaneamente perante a polícia, com o propósito de esclarecer os fatos, mas teve sua imagem e intimidade violadas, com a antecipação do juízo de culpa, ainda na fase investigativa, o que acaba por deslegitimar a autoridade da polícia judiciária.
Teresina, 09.02.2018
Atenciosamente, Raimundo Vitor Barros Dias.
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