O Hospital Getúlio Vargas (HGV) realizou na última semana, a primeira Hepatectomia por videolaparoscopia, utilizando bisturi de radiofrequência. O procedimento foi realizado em um paciente de 72 anos, de iniciais M. F. S., portador de cirrose hepática e câncer de fígado. A cirurgia foi um sucesso e o paciente já teve alta e foi curado do câncer.
A médica gastro hepatologista, Jozelda Duarte, que acompanhou o caso, explicou que o paciente era portador do vírus C da hepatite, que evoluiu para uma cirrose hepática. Apesar de ter respondido bem ao tratamento do vírus C, apareceu um nódulo no fígado compatível com hepatocacinoma. “Pela gravidade do caso, a equipe optou por um procedimento menos invasivo e com maior possibilidade de sucesso", afirmou Jozelda.
Segundo ela, o não tratamento implicava na evolução rápida da doença e com óbito do paciente em torno de um ano. “Com a ressecção do lobo do fígado, onde se encontrava o tumor, e como não havia evidencia da doença em outros locais, o procedimento possibilitou a cura do paciente, necessitando apenas de um acompanhamento pela especialidade”, destacou Duarte.
- Foto: Lucas Dias/GP1
Hospital Getúlio Vargas
O cirurgião responsável pelo procedimento, Wellington Figueiredo, explicou que as ressecções hepáticas laparoscópicas vem ganhando adeptos entre cirurgiões pois evidenciam uma rápida recuperação pós-operatória, menor permanência hospitalar, além de maior segurança para o paciente. Segundo ele, a opção por este tipo de procedimento acontece porque o grande desafio para os cirurgiões durante as cirurgias hepáticas continua sendo o sangramento intraoperatório. “O paciente com cirrose hepática possui o fígado mais endurecido, com número de plaquetas reduzido e com maior risco de sangramento. Por isso, a equipe médica optou pelo uso combinado da cirurgia minimamente invasiva (laparoscopia) e a tecnologia da energia de radiofrequência, que trouxe segurança ao procedimento”, revelou.
Wellington destaca ainda que o procedimento transcorreu sem intercorrências e sem riscos. “O paciente recebeu alta dois dias após a cirurgia, sendo poupado de um procedimento mais invasivo e mais arriscado”, pontuou o cirurgião.
Para a diretora-geral do HGV, Fátima Garcêz, a meta da Fundação Hospitalar do Estado (Fepiserh), que gerencia o hospital desde janeiro de 2018, é investir, cada vez mais em novos procedimentos e equipamentos modernos, além de capacitação de recursos humanos para que o HGV avance em tecnologia e continue sendo referência em alta complexidade para todo o Estado e região Meio-Norte do Brasil.
O presidente da Fundação Hospitalar, Rafael Neiva, ressaltou a importância de inserir novos procedimentos na rotina dos grandes hospitais da rede hospitalar estadual. "O HGV já é referência em alta complexidade e vem introduzindo novos métodos ou melhoramentos na rotina cirúrgica da casa. Nosso empenho, ao lado da Dra. Fátima e toda equipe médica é cada vez mais avançar em tecnologia e qualificação profissional, para repassar isso aos usuários", ressaltou Neiva.
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