O Ministério Público do Trabalho do Piauí (MPT-PI), através do procurador regional do trabalho João Batista Machado Júnior, solicitou o fim da greve do transporte público em Teresina aos representantes das classes trabalhadoras e empresariais durante reunião virtual na última segunda-feira (29).
Segundo o MPT-PI, o prazo para que as partes se manifestem termina nesta quarta-feira (1), caso não haja acordo, o ministério propôs o funcionamento de 70% da frota nos horários de pico e de 30% nos demais horários.
O procurador sugeriu que fosse acatada a proposta de manutenção do salário de dezembro de 2019 aos trabalhadores, antes da redução determinada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), sem ticket-alimentação e plano de saúde, com a ressalva de se tratar de uma supressão momentânea.
- Foto: Lucas Dias/GP1
Terminal vazio
Participaram da reunião os representantes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS), do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários no Estado do Piauí.
Reivindicações e demissões
De acordo com o Sintetro, os funcionários reivindicam a proposta de empresários que visa retirar alguns direitos dos cobradores e motoristas, como suspensão do ticket alimentação e do plano de saúde durante a pandemia.
O Sintetro afirmou ainda que mais de 300 trabalhadores da categoria já foram demitidos. O sindicato afirma que estão realizando doações entre eles para distribuir cestas básicas aos demitidos, que se encontram sem recursos para alimentação.
NOTÍCIAS RELACIONADAS
Após 300 demissões, motoristas e cobradores de ônibus protestam em Teresina
Greve dos motoristas de ônibus inicia nesta sexta-feira em Teresina
Procurador apura prejuízos da greve no transporte público em Teresina
População de Teresina está há mais de um mês sem transporte público
Jeyson Moraes
Ver todos os comentários | 0 |