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Covid-19: pai de Camilla Abreu acredita que Allisson Wattson não será solto

O ex-capitão, que está preso desde 27 de novembro de 2017, alega que faz parte do grupo de risco da covid-19, por ser portador de diabetes.

O pai da estudante de direito Camilla Abreu, assassinada em outubro de 2017 pelo então namorado, na época capitão da Polícia Militar Allisson Wattson, recebeu com indignação a informação de que a defesa do agora ex-capitão ingressou com habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Piauí pedindo a concessão de prisão domiciliar, com base na recomendação do Conselho Nacional de Justiça, que, devido ao novo coronavírus, recomendou a saída antecipada dos regimes fechados e semiabertos aos presos que se enquadrem no grupo de risco.

Conforme Jean Carlos Abreu, como se não já bastasse a dor e o sofrimento da família, agora a defesa de Allisson Wattson, réu confesso pelo assassinato de sua filha, solicitou uma pena mais branda por conta da pandemia. O pai acredita que a justiça não vai aceitar o pedido do ex-capitão.

“Soubemos agora há pouco que a defesa dele entrou com recurso pedindo a prisão domiciliar devido a covid-19, mas quando foi para matar ela, ele não teve essas preocupações. Fica aqui a nossa indignação. Eu tenho certeza que o Tribunal de Justiça não vai acatar esse pedido, e ele vai pagar por esse crime que cometeu”, declarou Jean Abreu.

  • Foto: Facebook/Camila AbreuCamila AbreuCamila Abreu

Defesa pede prisão domiciliar para Allisson Wattson

O ex-capitão, que está preso desde 27 de novembro de 2017, alega que faz parte do grupo de risco da covid-19, por ser portador de diabetes, e cita o crescimento acelerado da doença no sistema penitenciário.

  • Foto: Instagram/Allisson WattsonAllisson WattsonAllisson Wattson

A defesa aponta que a penitenciária Irmão Guido, onde ele está recolhido, tem o maior índice de presos com covid-19, razão pela qual necessita urgentemente da prisão domiciliar e assim se proteger da contaminação, que é eminente. Afirma ainda que o ambiente insalubre do cárcere e as condições de má-higiene fazem com que o ex-capitão se encontre em evidente situação de vulnerabilidade.

Ao final, a defesa pede a concessão ou substituição temporária da prisão preventiva por prisão domiciliar, mediante monitoração eletrônica.

O habeas corpus, com pedido de liminar, foi impetrado na manhã de hoje (25) e distribuído a 2ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça. O relator sorteado é o desembargador Erivan Lopes, que vai decidir sobre o pedido de liminar.

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