GP1

Polícia

Dívida de R$ 1,5 milhão em cigarros motivou morte de PM em Teresina

Em entrevista ao GP1, o delegado Genival Vilela confirmou a informação da dívida milionária.

Na manhã dessa terça-feira (04), a Polícia Civil do Piauí realizou uma operação e prendeu Francisco Alberto, Marcos Vinicius e Caio Vinicius, acusados de participação no assassinato do subtenente reformado da Polícia Militar de Alagoas, João Wellington Bezerra Lins, ocorrido no dia 6 de março deste ano.

Em entrevista ao GP1, o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o assassinato do subtenente reformado foi motivado por uma dívida de aproximadamente de R$ 1,5 milhão, fruto de uma negociação de cigarros contrabandeados. A versão apresentada pelos envolvidos foi de que a dívida era de apenas R$ 75 mil, o que não foi confirmado pela investigação.

Foto: Alef Leão/GP1Delegado Genival Vilela
Delegado Genival Vilela

“Eles vieram cobrar uma dívida e chegaram a manter contato com o devedor no dia anterior ao fato, sendo acertado para o dia seguinte o pagamento. Mas ao invés disso, o devedor e os parentes chegaram ao local e efetuaram disparos de arma de fogo. Um desses disparos atingiu uma das pessoas, que veio a falecer logo em seguida. Segundo informações que colhemos, essa dívida é em torno de R$ 1,5 milhão, dívida de cigarro contrabandeado. O grupo alegou que veio cobrar uma dívida de R$ 75 mil, que seria paga com um veículo, mas a investigação apurou é que se trata do valor maior”, declarou.

O delegado Genival Vilela explicou ainda que os três envolvidos são parentes e um deles estava escondido no município de Cabeceiras, com muitas armas e munições. “Essas pessoas são parentes e estão envolvidas somente no homicídio. Com os dois que foram presos em Teresina foram apreendidas uma espingarda e diversas munições, e com o alvo de Cabeceiras foram encontradas várias armas, uma pistola, dois rifles, uma espingarda, várias munições, fardamento da PM, entre outros”, relatou.

Investigação sobre cigarros contrabandeados

O delegado afirmou que será feita outra investigação a respeito dos cigarros contrabandeados que motivou o homicídio e que a investigação provavelmente será conduzida pelo Grupo de Repressão ao Crime Organizado – GRECO. “Será aberto uma outra investigação para ver todas as questões anteriores ao homicídio, inclusive do contrabando de cigarros, que deve ficar com o GRECO. O DHPP vai ver somente a questão do homicídio em si”, finalizou.

Relembre o caso

Um subtenente da Polícia Militar de Alagoas, identificado João Wellington Bezerra Lins, morreu durante uma troca de tiros registrada no dia 06 de março no bairro Poti Velho, zona norte de Teresina. Ele chegou a ser socorrido ao HUT, mas não resistiu aos ferimentos.

O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, tenente-coronel Maurício de Lacerda, afirmou que na época que a suspeita era de que subtenente, acompanhado de outros dois policiais militares de Alagoas e mais três pessoas, vieram a Teresina cobrar uma dívida e ao chegarem no bairro Poti Velho, no local marcado com um homem ainda não identificado, foram recebidos a tiros. Eles andavam em dois carros, um modelo Linea, e uma caminhonete Nissan Frontier.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2021 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.